Gazeta do Povo, 16 de dezembro de 2007
ECONOMIA | OBRAS
Empresas paranaenses usam parcerias
Com tanto dinheiro entrando no mercado paranaense de construção e incorporação, fica difícil para uma empresa local resistir ao assédio das que vêm de fora. Num primeiro momento, parece que as empresas daqui têm optado pela máxima “se não pode vencê-los, junte-se a eles”. Não é bem assim. O risco de ser atropelado por uma gigante existe, mas empresários paranaenses garantem que as parcerias com companhias maiores têm tudo para dar certo.”Para nós, a vantagem é pegar todo o expertise da maior empresa do Brasil e juntar ao nosso conhecimento de mercado”, diz Marlus Cesar Dória, diretor comercial do grupo Dória, que acaba de se unir à Goldsztein Cyrela para construir, no Paraná, empreendimentos sob a marca DGC (Dória Goldsztein Cyrela).
O objetivo, diz ele, é lançar empreendimentos imobiliários acima de R$ 15 milhões, o que antes era um investimento praticamente impossível para uma empresa desse porte.
Para Michel Wurman, vice-presidente da PDG Realty, do Rio de Janeiro, não se trata de uma questão de sobrevivência, mas de oportunidade. “O que essas empresas locais precisam se perguntar é: ‘de que tamanho eu quero ser?’. Se elas quiserem ser pequenas e trabalhar com poucos lançamentos, e tiverem capital para sobreviver assim, é claro que há mercado para elas.”
Ele diz que, com as parcerias, empresas que fariam no máximo dois lançamentos por ano podem elevar este número para seis ou sete. “Mas precisam de um sócio para isso.” Wurman concorda que a concorrência tende a ficar mais acirrada com a chegada de grupos como o PDG, mas diz que há espaço para todas.
Sandro Westphal, da Thá – que é a maior empresa do ramo no Sul e se uniu há dois anos à Rossi, terceira maior do país -, não tem dúvida de que a parceria foi bem sucedida. Em dois anos foram R$ 300 milhões em lançamentos. O valor geral de venda (VGV) chegou a R$ 250 milhões este ano, e há previsão de mais R$ 400 milhões no ano que vem. “Esse mercado vai crescer exponencialmente nos próximos quatro a cinco anos, no mínimo. Tudo o que se está fazendo agora é recuperar uma década perdida.”
Os empresários são unânimes em afirmar que é uma época de fusões e de consolidação do mercado, e novas parcerias serão anunciadas em breve. Uma delas é da construtora Monarca, de Curitiba, que foi atrás de uma grande empresa para aumentar sua capacidade de investimento. “Estamos fechando com uma empresa de porte nacional para atuar com foco no segmento econômico. Inclusive já temos terrenos comprados”, diz o sócio e diretor Seme Raad Filho. O parceiro da Monarca, por enquanto, é mantido em segredo. (FL)
fonte: http://www.depacom.org.br/informativos/2007/720_16_12_07.htm