Mundo Imobiliário

Seguro

10 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

Seguro

Uma das tentativas de tanto o comprador quanto a empresa vendedora se protegerem de possíveis desvios do contrato (por exemplo, a inadimplência de um ou a falência do outro) é o seguro imobiliário. Teoricamente, ele deve garantir o pagamento das prestações e a entrega do imóvel no prazo e nas condições acertadas.

Do lado da empresa vendedora, as devidas cautelas geralmente são tomadas. Do lado do comprador, que não costuma contar com a assessoria de um advogado, é bom ficar atento a esses detalhes sobre o seguro imobiliário ao comprar um imóvel na planta ou em construção:

  • A seguradora deve ser uma empresa com boa fama no mercado e sem nenhuma ligação com o grupo econômico da incorporadora.
  • O seguro deve ter como beneficiário o comprador, não a construtora ou a incorporadora –o comprador é quem deve estar protegido contra a má situação financeira das empresas. Explica-se: no contrato, se a incorporadora aparecer como segurada, ela é que terá direito de receber indenização no caso de a construtora (que ela mesma contratou) atrasar a realização da obra. Outra situação desfavorável para o comprador é a incorporadora quebrar, como ocorreu no famoso caso da Encol, e a beneficiária do seguro ser a construtora. O comprador fica com o prejuízo.

Em resumo, não se deixe seduzir por argumentos de venda que, com base na existência do seguro de construção ou imobiliário, garantem segurança absoluta de entrega no prazo. Leia com atenção as cláusulas do contrato para verificar o que ele realmente cobre e a quem beneficia.

Categorias: Dicas

Imóvel 166% mais caro

10 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

Publicada em 02/01/2008 Imóvel 166% mais caro ‘Boom’ imobiliário faz metro quadrado de lançamentos subir 38% além da inflação em dez anos Rodrigo Gallo | Fonte: Jornal da Tarde
O valor do metro quadrado de imóveis residenciais novos na região metropolitana de São Paulo aumentou 166,03% em dez anos, ante uma alta de 92,74% da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) – aumento real de cerca de 38%. Para quem já comprou uma casa ou apartamento, a valorização representa um aspecto positivo.
Porém, para quem ainda sonha com a casa própria, isso significa pagar mais caro pelo imóvel.

Hélvio Romero/AE

Tendência é o preço dos imóveis novos continuar subindo na região metropolitana de São Paulo. Notícia ruim para quem está interessado em comprar

Segundo dados da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o metro quadrado residencial custava R$ 1.197 em 1997, em média. Em 2002, ultrapassou o patamar dos R$ 2 mil, mais precisamente R$2.139, o metro quadrado. No ano passado, o valor já havia subido para R$3.187 – sobretudo por contado ‘boom’ pelo qual o mercado imobiliário vem passando nos últimos três anos.

De acordo com o presidente do Conselho Regional de Corretores de Imóveis (Creci) de São Paulo, José Augusto Viana Neto, a expansão do setor fez com que o preço do metro quadrado em alguns bairros, como a Freguesia do Ó(Zona Norte), subisse até 40% nos últimos três anos – superando o aumento real médio de 38% captado pelo levantamento da Embraesp desde 1997.

Ainda assim, Viana considera 0que bairros de todas as regiões da Cidade e da Grande São Paulo tiveram boa valorização nos últimos anos. Para comprovar isso, basta verificar que há lançamentos residenciais em quase todo o Estado – sejam casas ou apartamentos.

Mais crédito

Além das novas unidades, há também a influência do aumento da oferta de crédito imobiliário por parte dos bancos, que têm colocado mais dinheiro à disposição dos clientes, com juros mais baixos e prestações mais acessíveis.

Para o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), João Cláudio Robusti, a valorização real do mercado habitacional não é
tão grande quanto parece. “Os 38% de crescimento no preço do metro quadrado dá menos de 4% ao mês.Qualquer atividade empresarial ou financeira tem lucros acima disso”,
afirmou.

Mesmo assim, Robusti disse que parte da alta nos preços se dá por conta da expansão do setor. Ele justifica que, por alguns anos, houve uma desvalorização nos imóveis e agora o mercado tem conseguido se recuperar.

A tendência é de que o custo do metro quadrado continue mesmo aumentando em São Paulo, pois o setor deve manter o nível de expansão em 2008. Por outro lado, acredita-se que os bancos terão condições de baixar as taxas de juros dos financiamentos e lançar novos produtos voltados para os consumidores de menor renda.

Aumento no preço do metro quadrado

Evolução 

- 1997: R$1.197
- 1998: R$1.609
- 1999: R$1.622
- 2000: R$1.718
- 2001: R$1.795
- 2002: R$2.139
- 2003: R$2.367
- 2004: R$2.787
- 2005: R$2.847
- 2006: R$3.187
- Diferença:166,03%

Fonte: Embraesp

fonte: http://www.zap.com.br/imoveis/dicas-materias-imoveis/reforma-e-construcao/Default.aspx?mat=4302

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