Mundo Imobiliário

A nova locomotiva da economia brasileira

12 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

Gazeta Mercantil, Rafael Camargo, 11/jan

Há alguns meses, com o susto da bolha imobiliária americana que atingiu as principais bolsas do mundo, todos sentiram de perto como o setor imobiliário move a economia de um país. Ao contrário do mercado americano, no Brasil, o panorama é bastante positivo. O setor teve um crescimento expressivo nos últimos dois anos e tornou-se uma locomotiva importante para a economia do País, não só pela comercialização de imóveis, mas por toda a cadeia que engloba o mercado, como as indústrias fabricantes dos materiais utilizados, construção, decoração, entre outros.

Depois de décadas de estagnação, o mercado imobiliário das principais cidades brasileiras vive um momento de rara euforia. Estima-se que, somente em São Paulo, aconteçam dois lançamentos imobiliários por dia. O fenômeno se repete em todo o País. No Rio, de acordo com levantamento da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário do Estado do Rio (Ademi-RJ), foram lançadas, em 2007, mais de dez mil unidades para diferentes faixas de renda.

O setor foi o que mais atraiu o dinheiro dos investidores nas ofertas iniciais de ações dos últimos três anos, somando R$ 11 bilhões. Nos primeiros três meses deste ano, o número de pessoas contratadas pelo setor ultrapassou a marca de 1 milhão. A estimativa é que o emprego tenha crescido 10% no ano passado, o que representaria a criação de mais de 750 mil postos de trabalho, números que agregam não só operários da construção civil, mas também arquitetos, engenheiros e outros profissionais. Por tudo isso, segundo estudo da Fundação Getulio Vargas, o PIB da construção pode alcançar um crescimento de 22% em 2007. A previsão é de que o setor acrescente quase meio ponto percentual ao PIB do ano passado.

O Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), anunciado pelo governo federal no início de 2007, também traz boas perspectivas para o setor imobiliário. Está previsto para a área de infra-estrutura social – que inclui habitação e saneamento – 34% do valor total destinado ao PAC. A área de habitação deve receber a maior parte desse montante: R$ 106,3 milhões. Se for cumprido, o PAC pode proporcionar um crescimento de 7% para o setor, segundo cálculos do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP).

Também há um importante movimento na área de financiamento imobiliário. Dados da Associação Brasileira de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) apontam um aumento no volume de financiamentos com recursos da poupança, até setembro, de 136% em relação ao mesmo período do ano passado. Já a Caixa Econômica Federal bateu recorde de aplicação em habitação no Rio de Janeiro em outubro, ultrapassando a casa de R$ 1 bilhão investidos.

O efeito multiplicador do setor imobiliário pode ser observado quando os segmentos que formam a cadeia produtiva são analisados. No primeiro semestre, o crescimento do faturamento da indústria de materiais de construção foi de 7,1% em relação ao mesmo período em 2006. A indústria de cimento aumentou em 6,7% as vendas, que devem crescer mais de R$ 2 bilhões até o fim do ano. O consumo do vergalhão cresceu 9,3%, aumento que deve contabilizar R$ 1,4 bilhão até o fim de 2007.

A construção civil responde por quase 18% da produção industrial no País e tem sido puxada pelo forte aumento na demanda de imóveis, que representam, aproximadamente, 25% do setor. Mas, se as empresas não acompanharem o crescimento do setor, o boom imobiliário pode causar escassez de mão-de-obra qualificada, demora na entrega e falta de alguns produtos. O que pode comprometer a velocidade do crescimento deste mercado.

As empresas do setor estão com o pé no acelerador, mesmo assim, o Brasil ainda tem algumas restrições em relação ao crescimento, principalmente por causa da falta de mão-de-obra e matéria-prima. A estimativa de crescimento nas vendas de materiais para construção para 2007 e 2008 é de 12%. Se esse número for ultrapassado, existe um sério risco de faltar profissionais e materiais. Os produtos básicos como cimento, areia, cerâmica, cal e ferragem, vergalhões e tubos de aço já estão em falta nas principais distribuidoras.

O setor imobiliário hoje, assim como a economia, anda de vento em popa. Mas as empresas precisam aproveitar o boom para investir no próprio crescimento. Com as atividades alinhadas, fica mais difícil a locomotiva descarrilar.

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Comprar um imóvel na planta ou em construção?

12 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

Comprar um imóvel na planta ou em construção é bem mais barato que adquirir um imóvel novo ou usado. Primeiro, porque você está comprando uma coisa que ainda nem existe e porque enfrenta um risco muito maior de ocorrerem contratempos, como o de a construtora ou incorporadora pedir falência.

Depois, porque você vai precisar esperar até que a construção seja concluída. Enquanto isso, seu dinheiro será um meio para que ela chegue ao fim.

É um investimento de longo prazo que exige paciência na espera e precauções particulares antes da compra, como estas:

  • Em primeiro lugar, siga as mesmas dicas que se aplicam a um imóvel pronto e verifique se é realmente boa a localização.
  • Visite outros imóveis construídos pela mesma empresa. Converse com o síndico e os moradores sobre a qualidade do material empregado e da obra realizada e se os prazos foram cumpridos.
  • No Registro de Imóveis, verifique se existe o registro da incorporação do empreendimento.
  • Confirme na prefeitura se a planta do imóvel foi aprovada e se os dados correspondem aos que os vendedores lhe forneceram.
  • Tirando uma certidão no Registro de Imóveis, certifique-se de que o imóvel não está hipotecado.
  • Informe-se sobre o regime das obras. Na construção por empreitada, a responsabilidade pela obra é exclusiva do vendedor; o preço é fechado, com as prestações e os reajustes predeterminados. Na construção por administração, há um “custo estimado” do imóvel, e o comprador tem maior participação e corre mais risco no empreendimento: assume as despesas de construção e paga uma taxa de administração.
  • Verifique se está em dia o pagamento dos salários dos funcionários que trabalham na obra e se o número deles permanece igual desde o início. Essas informações indicam se a incorporadora e a construtora estão bem financeiramente.
  • Pesquise o custo do rateio de condomínio em prédios vizinhos, para ter uma idéia de quanto você pagará e evitar surpresas quando o seu imóvel ficar pronto. Lembre-se de que a despesa diminuirá se houver mais apartamentos no edifício e aumentará se o condomínio tiver piscina, parquinho, quadras etc.
  • Se o imóvel for no litoral, saiba que você terá de pagar, além do IPTU, o laudêmio e uma alta taxa anual de ocupação à Secretaria do Patrimônio da União. Se não for no litoral, verifique se o imóvel não se encontra em outro tipo de área da União, o que implica o pagamento de outra taxa anual.

Ao adquirir um imóvel na planta ou em construção, é importante guardar os folhetos de publicidade que são distribuídos na rua e em estandes da empresa. Se necessário, eles servem como documento de prova contra irregularidades no cumprimento do acordo. As irregularidades mais frequentes são o atraso na entrega do imóvel e as alterações no projeto original sem a autorização dos compradores.

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Construção civil deve crescer 10% em 2008

12 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

Publicada em 10/12/2007 Construção civil deve crescer 10% em 2008 Fonte: O Estado de S. Paulo
A indústria da construção civil estima que deverá crescer 10,2% em 2008, segundo projeção divulgada esta semana pelo Sindicato da Empresas da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP). A previsão feita por técnicos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) está baseada em empreendimentos já contratados, no aumento dos investimentos em geral e no crescimento do volume de financiamentos imobiliários. O setor acredita que ganhará espaço na formação do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro , saindo de 4,5% para 5,5%.

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