Mundo Imobiliário

Negociação

18 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

Ao se envolver com a compra ou a venda de um imóvel –o que a maioria das pessoas faz uma ou poucas vezes na vida–, é preciso não ser afoito.

Em primeiro lugar, o comprador deve avaliar sua capacidade de honrar o pagamento. Não adianta dispor do dinheiro para dar como sinal, ou entrada, e não saber onde conseguir o restante. Sem dinheiro à disposição, procure antes de mais nada um financiamento bancário.

A forma de compra escolhida –à vista ou a prestações– vai influenciar no preço do imóvel. Assim, costuma-se negociar o preço, como quem está numa feira livre ou num mercado.

Em compras à vista, quase sempre se consegue um desconto, mas há proprietários irredutíveis, com plena consciência do valor de seu bem e de outras oportunidades de venda que terão.

Por outro lado, só ao conversar é que o comprador perceberá se o proprietário do imóvel precisa de dinheiro rapidamente e fará um bom abatimento no preço para obtê-lo. Se o comprador conseguir um financiamento bancário, o vendedor receberá o dinheiro do banco em cerca de 30 dias.

O pagamento feito nesse prazo é considerado à vista, em razão do tempo necessário para ser emitida a documentação do imóvel, do proprietário e do vendedor e da quantia envolvida na venda de um apartamento.

Contrato de compra e venda

Acertados o preço e as condições de pagamento –o que pode ser feito verbalmente ou por escrito, numa minuta de contrato–, escreve-se um compromisso, ou proposta, ou contrato de compra e venda –acordo entre as duas partes, comprador e vendedor, que ao ser assinado adquire força de lei, conforme determina o Código Civil.

Esse documento serve para criar uma relação entre o vendedor e o comprador, especificar o negócio a ser realizado e lhes dar garantias, para que tudo transcorra sem surpresas desagradáveis. Portanto, ele contém várias informações obrigatórias, como:

  • a natureza do negócio (compra e venda);
  • o nome, o número dos documentos, a profissão e o estado civil do comprador e do vendedor;
  • informações que indiquem precisamente o imóvel em questão (localização, metragem, matrícula e outras características, como garagem ou área privativa);
  • a garantia de que o imóvel pertence àquele proprietário;
  • o valor da parcela de entrada (o sinal ou arras) ou a forma de pagamento inicial escolhida, que garante ao comprador primazia na compra do imóvel, e a data em que esse valor será pago;
  • um prazo razoável para a apresentação de toda a documentação;
  • o valor da prestação ou das prestações posteriores e suas respectivas datas de pagamento, com eventuais correções acertadas entre as partes;
  • em caso de financiamento do restante a ser pago, o prazo exeqüível para que toda a documentação seja providenciada e analisada pela instituição que concederá o empréstimo;
  • o comprador perde a quantia ou o bem dado como sinal se desistir da compra;
  • o vendedor paga ao comprador o sinal em dobro, ou determinado valor acertado, se desistir da venda;
  • a entrega ao comprador de documento de quitação da compra do imóvel após os devidos pagamentos;
  • a denominação do foro contratual (um tribunal de justiça) escolhido para julgar problemas decorrentes desse negócio.

Documentação

Sejam quais forem as formas de compra e pagamento escolhidas, será preciso providenciar uma batelada de documentos para comprovar que as pessoas envolvidas são idôneas e que o imóvel em questão está regularizado e não se encontra comprometido de forma alguma.

Isso significa que vendedor e comprador não podem ter seu nome em protesto nem estar devendo a órgãos do governo, entre outras coisas.

A quantidade de documentos que o vendedor deve providenciar é bem maior que a do comprador, o qual se limitará a apresentar documentos pessoais corriqueiros. Veja o que cada um deles deve providenciar para comprovar que não há impedimento à assinatura do contrato e à posterior transferência de propriedade do imóvel.

Esses documentos são emitidos por cartórios, e cada um fica pronto de 3 a 15 dias após o pedido. Devem ser tirados na cidade em que se localizam o imóvel e a residência do vendedor. Todas as certidões têm validade de apenas 30 dias.

Olho vivo!

É extremamente importante ler com toda a atenção o contrato (ou compromisso ou promessa) de compra e venda, cláusula por cláusula, cotejando cada uma das informações com os documentos de ambas as partes e do imóvel e com a minuta do contrato, se houver. Verifique as datas e os prazos de pagamento. Se restar alguma dúvida ou desconfiança, não sinta vergonha: não assine o contrato!

Recorra antes à ajuda de um corretor que o represente, de um advogado especialista ou de um órgão de defesa do consumidor, como o Procon.

Fonte: Guia Folha

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Imóveis têm melhor resultado desde 80

18 Janeiro, 2008 · Deixe um comentário

Publicada em 12/12/2007 Imóveis têm melhor resultado desde 80 Em São Paulo, número de lançamentos de janeiro a outubro cresce 60,8% e de vendas, 26,2% Márcia De Chiara | Fonte: O Estado de S. Paulo
A velocidade de vendas dos imóveis novos deve ser recorde na cidade de São Paulo neste ano. Até dezembro, de cada 100 imóveis ofertados, 16 deles, em média, terão sido vendidos, calcula o Secovi de São Paulo, o sindicato da habitação. De janeiro a outubro,o índice de velocidade de vendas foi, em média, de 15,6%. No mesmo período do ano passado, a velocidade média das vendas chegou a 11,4% e atingiu 12,1% no ano inteiro de 2006.

“Desde 1980, a indústria da construção civil não apresentava esse nível de pujança”, afirma o presidente do Secovi-SP, João Crestana, que prevê a continuidade desse cenário em 2008. Para o ano que vem, ele espera um crescimento, tanto em lançamentos quanto em vendas, de 15% a 20%.

De janeiro a outubro, foram lançadas 27.609 unidades residenciais em São Paulo, um volume 60,85% maior em relação ao mesmo período de 2006. Já o número de unidades vendidas somou 28.103 de janeiro a outubro, com um acréscimo 26,23% em relação ao ano anterior.

Para o gerente do Departamento de Economia da entidade, Roberto Akazawa, não há descompasso entre a taxa de crescimento dos lançamentos e das vendas, o que poderia resultar no encalhe dos imóveis no curto prazo. “O ritmo acelerado dos lançamentos é momentâneo e ganhou força a partir de setembro e deve continuar neste bimestre”, observa.

Além disso, ele pondera que o ano deve fechar com um certo equilíbrio entre o número de unidades lançadas (36 mil) e vendidas (de 33 mil a 34 mil). No ano passado, o volume de vendas de 28.324 unidades superou o total de lançamentos, que atingiu 25.689 unidades. Segundo o economista, como os lançamentos ficaram represados em 2006, isso explicaria as taxas de crescimento robustas de lançamentos registradas neste ano em relação ao anterior.

O boom de lançamentos é explicado em boa parte pela fartura de recursos investidos no setor. Desde o ano passado, observa Akazawa, 28 empresas, entre construtoras e incorporadoras, abriram o capital na Bolsa. Ao todo foram captados cerca de R$ 20 bilhões em recursos que agora estão virando lançamentos. “Cerca de 70% desses recursos são de investidores estrangeiros”, diz o economista.

O diretor da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), Luiz Paulo Pompéia, confirma o expressivo interesse estrangeiro pelo setor imobiliário. Só uma das empresas estrangeiras que procuraram a Embraesp recentemente tem para aplicar US$ 550 milhões no setor imobiliário no mundo. Do total, US$ 125 milhões estão reservados para o Brasil. Pompéia destaca que, em outubro, a Região Metropolitana de São Paulo teve um número recorde de lançamentos, com 8.850 unidades.

De acordo com Crestana, os investimentos hoje estão voltados para imóveis destinados às classes média e média alta. O grande filão a ser explorado é a baixa renda. “Os sem-teto são nossos clientes potenciais.”

fonte: http://www.zap.com.br/imoveis/dicas-materias-imoveis/noticias/Default.aspx?mat=4200

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