Mundo Imobiliário

Você já deve ter ouvido falar em “habite-se”!

25 Julho, 2008 · Deixe um comentário

Os adquirentes de um novo imóvel costumam ouvir uma palavra quando chega o momento do recebimento da unidade adquirida, denominada “habite-se”, que é concedido pela prefeitura da cidade onde o empreendimento imobiliário encontra-se localizado.

O significado desse documento, que é emitido tanto para prédios recém-construídos como para aqueles que passam por reformas, atestando que o edifício está pronto para receber seus ocupantes, ou seja, é uma certidão que autoriza o imóvel recém-construído ou reformado a ser ocupado.

Nesse sentido, ao ser concedido o “Habite-se”, o proprietário tem a garantia que a construção seguiu corretamente tudo o que estava previsto no projeto aprovado, tendo cumprido a legislação que regula o uso e ocupação do solo urbano, respeitando os parâmetros legais quanto à área de construção e ocupação do terreno.

Além de cometer um equívoco, o proprietário que muda para um imóvel que não recebeu a devida autorização da prefeitura, ele ainda está sujeito à multa, em função do “Habite-se” não ter sido liberado.

Da parte do construtor, este tem que cumprir uma série de requisitos para obtenção do “Habite-se”, antes de dar entrada no pedido de concessão, como os atestados das concessionárias de água e energia elétrica e do Corpo de Bombeiros, que comprovam a correta funcionalidade das instalações hidráulicas, sanitárias, elétricas e de combate a incêndio.

Após a solicitação, deverá aguardar a vistoria, onde será checado se o prédio foi construído segundo o projeto inicialmente aprovado, o que pode resultar no indeferimento, caso não tenha sido executado corretamente.

Isso mostra que a preocupação com o “Habite-se” não tem a conotação meramente formal, referente à regular documentação do imóvel, mas também relaciona-se diretamente à segurança dos futuros moradores, uma vez que instalações elétricas inadequadas ou instalações de combate a incêndio insuficientes podem resultar em futuros incidentes, que resultarão em ameaça à integridade dos ocupantes.

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Morgan Stanley vai investir em imóveis no País

25 Julho, 2008 · Deixe um comentário

O mercado imobiliário brasileiro entrou no radar do Morgan Stanley, que tem um dos maiores fundos do mundo dedicados ao setor, com US$ 25 bilhões em caixa e US$ 100 bilhões em ativos distribuídos por vários países. Nos próximos três anos, o banco pretende investir no País cerca de US$ 900 milhões na compra de participação em empresas, financiamento de projetos e na construção ou compra de shoppings e empreendimentos imobiliários comerciais e industriais com parceiros locais.

O Morgan Stanley inaugurou sua área imobiliária no Brasil em agosto. De lá para cá, investiu US$ 200 milhões para virar sócio da incorporadora Abyara e da Bracor, empresa carioca controlada pelo bilionário americano Sam Zell. Na Abyara, o Morgan tem 22% das ações. Na Bracor, a participação deve subir dos atuais 12% para 18%. O banco já tem US$ 100 milhões aprovados para comprar mais ações e capitalizar essas empresas.

“O Brasil será importante para o fundo em sete a oito anos. No Japão, entramos em 1996 e passamos três anos sem investir um centavo. Hoje, temos 160 pessoas e é nosso segundo maior mercado”, diz o espanhol Alfonso Munk, diretor-executivo do Morgan Stanley. “Na América Latina, 90% do foco será no Brasil.
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“O maior fundo imobiliário do banco – o Morgan Stanley Real Estate Fund (MSREF) – chega ao País pela primeira vez na sua sétima versão. Até setembro, o MSREF deve estar com US$ 9 bilhões a US$ 11 bilhões em caixa. Desse total, US$ 500 milhões devem vir para o Brasil, para a compra de terrenos e construção de empreendimentos. “Como o mercado é muito novo, boa parte do dinheiro vai para incorporação, para novos projetos”, diz Munk.

O Special Situation, atualmente na terceira edição, é um fundo menor, voltado para compras de participações minoritárias em empresas. Além dos US$ 100 milhões já aprovados para Abyara e Bracor, o Morgan diz ter ainda até R$ 300 milhões para adquirir empresas de shoppings, de imóveis comerciais e de hotelaria. “Queremos diversificar. Se tivermos oportunidade e precisarmos de US$ 1 bilhão, por exemplo, podemos comprar com parceiros e outros investidores estrangeiros”, explica o executivo.

No ano passado, o Morgan chegou a fazer uma proposta pelos três shoppings do Grupo Malzoni, mas perdeu para a Brascan, que pagou US$ 1 bilhão para ficar com o West Plaza, Higienópolis e Paulista. O valor surpreendeu o mercado e inflacionou os preços nesse segmento. “Ficou caro comprar os grandes. Pequenos grupos, com shoppings fora de São Paulo e Rio, vão precisar mais do Morgan”, diz Munk. “Também estamos atentos às empresas na Bolsa, esperando o preço baixar mais. Não vamos investir no setor residencial agora.

“As ações da Abyara estão entre as que mais sofreram na Bolsa. Nos últimos seis meses, caíram 30,4%, ante uma alta de 5,5% do Ibovespa. Relatório de junho do JP Morgan mostrou que ela, Helbor, Klabin Segall, Even e Company são os grupos com posição financeira menos confortável (numa base relativa de comparação) para suportar os planos de crescimento.

“O Morgan Stanley perdeu o timing. Quando eles entraram na Abyara, as ações valiam R$ 21. Agora estão cotadas em R$ 12,49. Eles deviam ter capitalizado a empresa quando as ações estavam altas”, diz um empresário ligado à companhia.

Se depender do Morgan Stanley, porém, a Abyara não terá dificuldade em levantar capital. “A venda da corretora para a BR Brokers vai gerar recursos para os próximos 12 meses. E o fato de o Morgan colocar dinheiro pode animar os investidores”, diz Munk, que passa metade do seu tempo na Abyara.
Fonte: O Estado de S. Paulo

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