O Globo, Informe Publicitário, 25/ago
O Banco Real vai oferecer, ainda este ano, financiamento de imóveis com recursos do FGTS e crédito imobiliário com desconto em folha de pagamento. A previsão é de que até novembro as duas opções, que têm taxas de juros mais atraentes, estejam disponíveis. As informações foram dadas pelo superintendente executivo de Crédito Imobiliário do banco, Antonio Barbosa, no Salão do Imóvel 2008.
Segundo Barbosa, apesar do desenvolvimento do mercado imobiliário nos últimos anos/ ainda há bastante espaço para concessão de financiamento.
- A relação entre o crédito imobiliário e o PI B no Brasil é de apenas 2%. No México o percentual saltou de 1% para 9% em 15 anos. A perspectiva é de que o Brasil alcance o mesmo patamar até 2015 – afirmou.
Barbosa destacou que ainda há muito a ser feito para diminuir o déficit habitacional do país, hoje de 7/9 milhões de unidades. Ele observa que até 2020 serão necessárias 27,7 milhões de novas moradias para atender ao crescimento das famílias, zerar o déficit habitacional e acabar com a habitação precária. Para ele, o principal desafio do governo é facilitar o acesso ao crédito da parcela da população que recebe até três salários mínimos e, portanto, tem maior dificuldade de obter financiamento privado.
Ele enfatizou os avanços já registrados pelo setor: o crescimento de 86,7% nos financiamentos concedidos no Brasil de janeiro a junho deste ano, na comparação com igual período de 2007, registrando R$ 12,95 bilhões. O total de unidades financiadas foi 59% superior na mesma comparação, passando de 81 mil para 129 mil.
Segundo o Banco Central e a Câmara Brasileira da Indústria da Construção, a expectativa para este ano é emprestar, com recursos da poupança, cerca de R$ 30 bilhões para a casa própria. O volume será 64% superior aos R$ 18,3 bilhões de 2007. “Até junho deste ano, o número de unidades financiadas no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) foi de 128,44 mil, sendo 23% imóveis até R$ 150 mil, 21% acima de R$ 150 mil e 56% para construção. De janeiro a dezembro de 2007, foram financiados 195,9 mil imóveis.
Entre os fatores que contribuíram para a expansão do crédito imobiliário, Barbosa destacou a estabilidade econômica, taxas de juros decrescentes, controle da inflação, aumento de emprego e renda e maiores prazos dos financiamentos. O executivo prevê a continuidade de um cenário positivo no mercado Imobiliário, com aumento dos incentivos do governo para o segmento de baixa renda, aumento do poder de compra, redução nas taxas de juros a longo prazo e tendência de redução na idade média das pessoas que estão financiando imóveis.
Vale lembrar que a utilização do FGTS pelo banco para oferta de crédito imobiliário nada tem a ver com a utilização do fundo pelo trabalhador para financiamento da casa própria. Na prática, o FGTS é mais uma fonte utilizada pela instituição para oferta de crédito, assim como os recursos da caderneta de poupança, porém, com taxas de juros mais baixas.