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O sonho da casa própria ou aluguel?

8 Setembro, 2008 · Deixe um comentário

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Perfil do mercado imobiliário curitibano

8 Setembro, 2008 · Deixe um comentário

Evento apresenta perfil e tendências do mercado imobiliário curitibano

05-09-2008

Traçar um panorama do mercado imobiliário de Curitiba e região metropolitana e identificar as características do consumidor local. Esses foram os assuntos abordados pelo diretor da Galvão Planejamento Imobiliário e Vendas, Gerson Carlos da Silva, e pela diretora da Nuna Planejamento e Marketing Imobiliário, Adriana Samaan, na palestra “O boom do mercado imobiliário curitibano – perfil e tendências”, ministrada na 8a Feira de Gestão da FAE.

“A entrada de grandes empresas de capital aberto, advindas de outros Estados, têm alterado profundamente a dinâmica do mercado imobiliário curitibano, refletida em uma valorização no preço do metro quadrado, antes considerado o mais baixo do país, e verticalizando a cidade. Outra mudança significativa foi a volta da compra na planta. Os brasileiros não tem o hábito de poupar, por isso a grande maioria dos compradores, em especial da classe média, adere a esta modalidade se comprometendo com uma poupança durante a obra e depois assumindo o financiamento”, destaca Silva.

De acordo com dados do Sinduscon-PR, nas construções em andamento predominam os empreendimentos com três pavimentos, que correspondem a 66% do número de alvarás liberados no primeiro semestre deste ano, totalizando 8.298 unidades a serem concluídas.

Em relação ao tamanho e ao preço médio dos imóveis lançados, destacam-se os de até 80 m2 de área privativa, com valor entre R$ 151 mil e R$ 240 mil. “Também é possível observar um aquecimento no segmento de condomínios residenciais, que em número de unidades entregues equivale ao dobro dos apartamentos”, conta Silva.

O preço de oferta dos imóveis no último ano teve variação de 10,47%, para os apartamentos novos de três dormitórios, a 34,5%, para os terrenos. Os imóveis usados tiveram uma valorização de 20,5%. “Esta valorização, somada às facilidades de acesso ao crédito, está estimulando a aquisição do segundo imóvel. Cerca de 20% das unidades comercializadas de um empreendimento são destinadas para investimento”, explica Silva.

Para os próximos anos, Silva destaca que a tendência é o aumento no número empreendimentos lançados na Região Metropolitana de Curitiba, principalmente nos  municípios de São José dos Pinhais, Colombo, Piraquara, Fazenda Rio Grande, Araucária e Almirante Tamandaré.

Consumidor - Segundo a diretora da Nuna Planejamento e Marketing Imobiliário, Adriana Samaan, três requisitos são indispensáveis na escolha do imóvel pelo consumidor curitibano. “Ele prioriza a escolha em seu bairro de origem, é bastante exigente em relação ao acabamento e detalhamento da unidade e não abre mão da privacidade”, conta.

Além disso, ela afirma que o tipo de aquisição – primeiro ou segundo imóvel – torna o critério de seleção ainda mais rigoroso. “No primeiro imóvel, são levados em conta o valor da prestação e a taxa de condomínio, uma estrutura de lazer que proporcione a integração e o paisagismo. Na segunda aquisição, conforto e sofisticação são prioridades”, cita Adriana.

Para os próximos anos, a diretora acredita num crescimento expressivo da classe C no mercado imobiliário curitibano, com fortalecimento do segmento popular. “Auxiliado pela ampliação das formas de financiamento do imóvel, inclusive com recursos do FGTS, esses públicos tendem a sair do aluguel e comprar a casa própria”, diz Adriana.

Números:

- 40% é o crescimento da quantidade de área liberada para construção residencial em sete anos em Curitiba, totalizando 1.689.103 m2

- 45% é o crescimento da quantidade de área liberada para construção comercial em sete anos em Curitiba, totalizando 597.398 m2

- o lançamento de unidades residenciais em empreendimentos verticais quase quadruplicou em sete anos em Curitiba, passando de 991 para 3.921 imóveis.

Fonte: Sinduscon-PR

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Aquisição de imóvel na planta envolve investimento alto e riscos

8 Setembro, 2008 · Deixe um comentário

MEDIDAS DE SEGURANÇA PARA A COMPRA IMOBILIÁRIA

(O Estado de São Paulo, 15.06.2008)

DLI nº 22 – ano:2008 – (Notícias)

Aquisição de imóvel na planta envolve investimento alto e riscos;

é importante informar-se sobre o terreno antes

Antes de assinar um contrato de compra do imóvel na planta é necessário ter algumas precauções. A primeira delas é estar consciente de que a negociação envolve investimento alto e riscos. A compra por impulso deve ser evitada. Há muita oferta no mercado; não é necessário que o comprador se precipite. No caso de aquisição por meio de financiamento, parte considerável do orçamento familiar estará comprometida por um longo prazo. É preciso ter uma noção realista de como este gasto fixo vai influenciar na rotina da família ao longo dos anos.

Se a decisão já foi tomada, outras medidas de segurança podem ajudar para reduzir os riscos da negociação. Alguns documentos devem ser checados. No certificado de ônus reais do terreno, por exemplo, a presença de algumas informações pode deixar o comprador mais seguro ou alertar para possíveis problemas. O documento pode ser pedido no cartório de registro de imóveis da região do empreendimento.

Na certidão, que é uma espécie de “DNA” do imóvel, é possível checar se o nome da empresa incorporadora é a proprietária do imóvel. Se sim, o risco para o comprador de a incorporação não estar dentro da lei é menor. Caso contrário, é necessário que haja uma procuração do dono do terreno autorizando a incorporação. Isso pode ser checado no mesmo certificado de ônus reais. Se nele constar o registro do memorial de incorporações, isto significa que a procuração foi feita e que a obra foi devidamente aprovada pela prefeitura.

Outro item que pode ser checado no mesmo documento é o registro de patrimônio de afetação. Se houver o registro, o comprador está mais seguro. Isso porque o instrumento jurídico, que é facultativo, garante que toda a verba arrecadada pela construtora por meio de prestações, sinais ou pagamento à vista dos compradores será necessariamente usada na construção daquele empreendimento. Quando não há patrimônio de afetação, o recurso pode ser gasto livremente. Em caso de falência da empresa, fica muito mais difícil para os compradores recuperarem o investimento.

Segundo especialistas do direito imobiliário, é preciso também estar atento à forma de pagamento, prazos e condições de entrega. O sinal deve ser pequeno, oferecido apenas como reserva. Quitar antes da entrega das chaves não é aconselhável.

Em caso de financiamento, há duas formas: por meio da construtora, ou por meio de bancos. Quando o financiamento é feito diretamente com a construtora, não há cobrança de taxa de juros até a entrega das chaves. Depois da obra concluída, o comprador opta por quitar o restante à vista, ou prosseguir o financiamento por meio de um banco, desta vez, pagando juros.

No caso de financiamento pelo banco desde o início da obra, pode haver cobrança de juros desde o princípio, em muitos casos. Isto costuma dar uma diferença grande no total pago pelo imóvel, pelo fato de os juros serem cobrados ao longo de no mínimo dois anos – o tempo da obra. Por isso, o comprador deve fazer as contas para verificar se o financiamento vale a pena. A vantagem desta modalidade é que, na entrega das chaves, não é necessário que o comprador passe por processos tão rigorosos de aprovação do crédito bancário; se o mutuário paga sem atrasos, a aprovação é automática.

A garantia aplicada nos contratos é outro ponto a ser verificado. Hoje predomina a alienação fiduciária. Diferentemente da hipoteca, neste caso o imóvel só passa para o nome do comprador após quitadas todas as prestações. Dessa forma, caso haja falta de pagamento, em poucos meses o imóvel pode ser retomado.

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