Mundo Imobiliário

Revitalizando um imóvel antigo!? Retro-fit??

15 Setembro, 2008 · Deixe um comentário

O Dia, 24/ago

A falta de espaços disponíveis para a construção de prédios, sobretudo no Centro da cidade, tem levado grandes empresas a investir na compra e reforma de edifícios antigos, muitos deles subutilizados ou abandonados. Conhecida como ‘retro-fit’, a nova tendência do mercado imobiliário ganhou força nos últimos 5 anos no Rio. Os investimentos ultrapassam R$ 300 milhões.

Por fora, as construtoras mantêm o estilo e o charme arquitetônico da fachada, mas por dentro os prédios ‘retrofitados’ são um show de modernidade com infraestmtura de última geração. Ar-condicionado central cujas saídas estão no chão, roletas com leitores ópticos, elevadores inteligentes, som ambiente nos corredores, Internet sem fio, circuito interno de segurança e sistema de captação de água de chuva são algumas adaptações feitas no interior de velhos prédios para adequá-los às necessidades empresariais.

“É uma opção mais rápida e barata. Demolir é complicado, precisa de licença e aprovação do novo projeto. Levantar um prédio pode levar dois anos; já a reforma, só oito meses”, explica o secretário municipal de Urbanismo, Augusto Ivan Pinheiro. “Revitalizar um imóvel antigo custa, no máximo, 75% do valor de levantar um , prédio do chão”, acrescenta o arquiteto Danivo Pontual.

Neste momento, pelo menos nove construções das décadas de 30 e 40 passam por obras de ‘retrofit’ no Centro, Botafogo e Catete. Na Rua Nilo Peçanha, a Petrobras já começou a ocupar o Edifício Castelo, um dos mais modernos centros comerciais da cidade. Com fachadas e galerias tombadas pelo Patrimônio Histórico e Cultural, o novo prédio reuniu duas construções de 1931, que tinham 40 salas por andar, e foram unificadas dando origem a pavimentos com 1.750m2 de escritório sem paredes.

Inaugurado há um ano, o Windsor Asturias Hotel ocupa a parte de trás do imponente Edifício Francisco Serrador, no Passeio. O imóvel de 1941 manteve o estilo de época na fachada. As janelas de madeira foram trocadas por alumínio com vidros anti-ruído. Nelas, um sensor aciona o ar-condicionado, que desliga automaticamente quando abertas as janelas. As portas dos quartos se abrem com cartões que, inseridos num porta cartões na parede, ligam as luzes do ambiente. A revitalização incluiu ainda sistema de incêndio com detector de fumaça, elevadores que ‘falam’, porta de vidro automática e tratamento de climatização.

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