Mundo Imobiliário

Um cenário favorável

17 Setembro, 2008 · Deixe um comentário

O Dia, Cristiane Campos, 24/ago

Aquecimento do segmento imobiliário contribui para o aumento de profissionais na corretagem de imóveis no estado. Creci-RJ liberou 2.383 registros ano passado

Com o aquecimento do mercado imobiliário, a profissão de corretor de imóvel ganha cada vez mais espaço. Só no Estado do Rio, há 40 mil profissionais, sendo que 30 mil estão no dia-a-dia da corretagem. Pesquisa do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis (Creci-RJ) revela que, só no ano passado, 2.383 novos profissionais ingressaram no ramo de unidades novas e usadas – aumento de 80%, na comparação com 2006.

O ritmo da procura pela profissão continua em alta. No primeiro semestre, foram 1.641 pedidos de inscrição, entre profissionais (pessoa física) e estagiários. Os dados foram divulgados pelo presidente do Creci-RJ, Casimiro Vale, na semana que se comemora o Dia do Corretor, 27 de agosto. A data será marcada com uma megafesta amanhã no Citibank Hall, na Barra da Tijuca, e com a inauguração da Biblioteca do Corretor.

Para Vale, o forte aquecimento das vendas no mercado imobiliário no estado – provocado pela combinação de grande oferta de crédito, prazos mais longos, juros menores e investimentos de grandes empresas de outros estados e até do exterior – tem aumentado muito a procura pela profissão. O estudo aponta outro dado importante: o crescimento expressivo no número de mulheres na atividade, tradicional¬mente exercida por homens.

O Rio é o quarto estado com maior número de corretoras. “Os homens representam 65%, e o público feminino detém 35%. A escolaridade melhorou, pois 65% dos profissionais têm Nível Superior”, comenta Vale. A pesquisa revelou ainda que, atualmente, 50% das pessoas nos cursos de formação profissional são do sexo feminino – 40% são jovens que procuram a função como opção de carreira.

Para se tornar profissional, é preciso ter Nível Médio completo e fazer o curso de Técnico em Transações Imobiliárias (TTI) ou superior sequencial de Gestão de Negócios Imobiliários. Em seguida, dar entrada no registro no Setor de Inscrição e Baixa (SIB) do Crcci-RJ.

Perfil do profissional mudou com o tempo

O diretor da Patrimóvel Niterói, Bruno Serpa Pinto, confirma o aquecimento da profissão. Em janeiro de 2007, a imobiliária tinha 167 corretores. Em junho deste ano, o número saltou para 240. “Com mais lançamentos, os profissionais perceberam perspectiva de boa remuneração”, avalia Pinto. Ele lembra que aquele corretor do passado, que recebia o cliente no estande e tirava o pedido, já não existe. O mercado exige muito mais.

O cenário favorável levou Cristiane Almeida, 30 anos, a mudar de profissão. Ela deixou a indústria farmacêutica para se tornar corretora da Basimóvel. Cristiane vendeu quatro apartamentos da Rossi em um fim de semana. “Eu me considero dona do negócio. Preciso estar bem informada, ter criatividade, disposição e perseverança. E é preciso saber administrar o salário. Em um mês, você tira R$ 20 mil, mas não é a média. É preciso poupar para eventualidade.

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