Mundo Imobiliário

Entradas do Outubro 2008

Vamos entender a crise mundial???

10 Outubro, 2008 · Deixe um comentário

10/10/2008 – 11h46 - Da Redação UOL

Em São PauloA derrocada financeira global teve início nos EUA em março de 2007, com a crise do “subprime”, como é chamada a modalidade de empréstimos de segunda linha no país. 

Com o aquecimento do mercado imobiliário, as financeiras americanas passaram a confiar de modo excessivo em pessoas que não tinham bom histórico de pagamento de dívidas.

O bom momento econômico de então, com taxas de juros baixas no país e boas condições de financiamento, fez os americanos se endividarem para comprar imóveis.

Os bancos decidiram transformar os empréstimos hipotecários em papéis e venderam a outras instituições financeiras, culminando em uma perda generalizada.

Alguns dos maiores bancos dos Estados Unidos anunciaram prejuízos bilionários e tiveram de ser socorridos.

Veja abaixo os principais episódios da crise financeira:

Junho/2007: O banco norte-americano Bear Stearns anuncia redução de 30% no lucro do segundo trimestre por causa dos créditos imobiliários

Julho/2007: A Countrywide Financial, maior empresa do ramo de crédito hipotecário dos Estados Unidos, divulga queda no lucro e reduz projeções para os meses seguintes

Agosto/2007: O banco BNP Paribas anuncia o congelamento dos resgates em três fundos de investimento lastreados em hipotecas de alto risco

Setembro/2007: Ações do Northern Rock, quinto maior provedor de hipotecas do Reino Unido, desabam mais de 30% na Bolsa. Clientes sacam US$ 4 bilhões

Outubro/2007: O lucro líquido do Citigroup cai 57% no terceiro trimestre de 2007, em relação a igual período de 2006, por conta dos ativos lastreados em hipotecas 

Fevereiro/2008: O banco Credit Suisse tem queda de 72% em seu lucro líquido do quatro trimestre de 2007.

Em crise, o banco britânico Northern Rock é nacionalizado

Março/2008: A maior seguradora do mundo, a AIG, anuncia perdas de US$ 5,3 bilhões no quarto trimestre de 2008

O JP Morgan compra o Bear Stearns por US$ 236,2 milhões, ou US$ 2 por ação. Um ano antes, o papel era negociado a US$ 70

Abril/2008: O banco Wachovia, quarto maior dos Estados Unidos, registra prejuízo de US$ 393 milhões no primeiro trimestre e corta 41% do dividendo distribuído aos acionistas

Maio/2008: A agência de crédito hipotecário Fannie Mae, anunciaprejuízo de US$ 2,19 bilhões no primeiro trimestre e também reduz dividendos

Julho/2008: O banco norte-americano IndyMac anuncia a quebra

Agosto/2008: O Tesouro dos Estados Unidos avisa que fará o resgatedas agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac e oferece garantias de até US$ 100 bilhões para as dívida de cada uma delas

Setembro/2008: O banco Lehman Brothers pede proteção à lei de falências e ocasiona a maior queda nas Bolsas dos Estados Unidos desde os atentados de 11 de setembro de 2001

O terceiro maior banco britânico, o Barclays, anuncia que vai adquirir o conjunto das atividades norte-americanas e a sede do gigante dos investimentos Lehman Brothers, por US$ 1,75 bilhão

O banco central dos EUA, o Federal Reserve, nacionaliza a seguradora AIG, concedendo-lhe um crédito de US$ 85 bilhões em troca de 79,9% de seu capital

O Tesouro dos EUA anuncia a criação de um plano de cerca de US$ 700 bilhões para comprar os títulos hipotecários que perderam valor e ameaçavam os bancos em crise

O lucro do Goldman Sachs desaba 70% no terceiro trimestre e passa para US$ 845 milhões, ou US$ 1,81 por ação

Os seis principais bancos centrais do mundo anunciam uma “medida coordenada” com a injeção de bilhões de dólares no mercado financeiro para enfrentar a falta de liquidez

O Merrill Lynch é vendido ao Bank of América por US$ 50 bilhões

O Fed aceita a proposta que transforma o Goldman Sachs e o Morgan Stanley em bancos comerciais

O grupo empresarial Berkshire Hathaway, dirigido pelo multimilionário americano Warren Buffett, anuncia o investimento de US$ 5 bilhões no banco Goldman Sachs, para reforçar a capitalização e a liquidez da entidade

Após a liberação do Fed para se transformar em um banco comercial, o banco Morgan Stanley congelou as negociações para uma fusão com o também americano Wachovia 

O banco britânico Lloyd TSB compra o concorrente HBOS, que estava à beira da falência 

O Fed volta a intervir no mercado e injeta US$ 20 bilhões no sistema financeiro do país para aumentar a liquidez 

Diante da dificuldade de aprovação do pacote, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, utiliza um discurso mais rígido e afirma que a economia norte-americana pode entrar em recessão

A crise se agrava com a quebra do sexto maior banco americano, Washington Mutual (WaMu), e a venda de suas atividades bancárias ao banco JPMorgan Chase por US$ 1,9 bilhão

Congresso dos EUA fecha acordo sobre pacote econômico, que liberaria US$ 700 bilhões para socorrer o setor financeiro

Dois bancos europeus, o britânico Bradford & Bingley e parte do belga Fortis, são nacionalizados devido à crise

Sadia anuncia perdas de R$ 760 milhões com operações no mercado financeiro. Aracruz também admite perdas, mas não diz quanto

A Câmara de Representantes dos Estados Unidos surpreende e rejeita o pacote de socorro ao setor financeiro, apesar de acordo prévio anunciado 

Outubro/2008: O Senado dos EUA aprova um novo pacote de resgate financeiro, que mantém os gastos de até US$ 700 bilhões. O novo projeto tem de voltar à Câmara

A Câmara dos Representantes dos Estados Unidos aprova a nova versão do pacote de resgate financeiro, dois dias depois de ter sido aprovada pelo Senado.

Aracruz anuncia perda de R$ 1,95 bilhão com operações no mercado financeiro

O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, sanciona a lei que permite colocar o plano em vigor, dizendo que a ação “vital para ajudar que a economia americana supere a tempestade financeira”.

O Bank of America anuncia que está disposto a gastar até US$ 8,4 bilhões para reestruturar os empréstimos hipotecários dos clientes de sua nova filial Countrywide, adquirida em julho quando estava à beira da falência

O governo e os bancos da Alemanha fecham um acordo para a criação de um plano de 50 bilhões de euros para evitar a quebra do banco Hypo Real Estate (HRE).

O banco americano Wells Fargo anuncia que conseguiu anular, com um recurso de apelação, a decisão do juiz de Nova York que ordenava ocongelamento da fusão com o Wachovia

Apesar da aprovação do pacote de socorro nos EUA, os investidores começam a desconfiar da eficácia do plano e, com temores de que possa acontecer uma recessão global, os mercados desabam e no Brasil, a Bovespa interrompe as negociações por duas vezes na segunda-feira, dia 6 de outubro, depois de recuar mais de 15%.

Para tentar conter o avanço da crise, os bancos centrais no mundo divulgam uma série de medidas. O Fed (Federal Reserve, autoridade monetária americana) diz que vai colocar mais US$ 450 bilhões à disposição do sistema financeiro e anuncia uma medida sem precedentes: comprar papéis de curto prazo emitidos por empresas

Fed e mais cinco bancos centrais, incluindo o Europeu, anunciam um calendário de operações de refinanciamento, numa ajuda conjunta ao sistema financeiro

A União Européia decide elevar a garantia dos depósitos bancários no grupo de 20 mil euros para 50 mil euros e afirma que não permitirão que nenhum grande banco quebre na região.

O governo britânico discute com instituições financeiras a possibilidade de uma injeção de recursos públicos. Fontes dizem que três grandes bancos, Royal Bank of Scotland, Lloyds TSB e Barclays, estavam em busca de 15 bilhões de libras (US$ 26 bilhões) cada para ajudá-los a enfrentar a crise global

Em relatório, o Fundo Monetário Internacional (FMI) sugere que o pior da atual crise financeira global ainda está por vir

A porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, diz que a crise financeira jáafeta mercados como o brasileiro

No Brasil, o Banco Central e o Ministério da Fazenda anunciam ações para evitar que os problemas financeiros norte-americanos reflitam no Brasil. Entre as medidas, estão o aumento do limite da dedução de compulsórios para R$ 300 milhões, a disponibilização de R$ 24 bilhões exclusivos para a compra de carteira de bancos menores e ampliação da linha de crédito para exportações em R$ 5 bilhões.

Os principais bancos centrais do mundo decidem reduzir suas taxas básicas de juros, em uma ação emergencial conjunta sem precedentes 

O FMI prevê uma forte freada no crescimento da economia mundial em 2008 e 2009. Para os Estados Unidos, a projeção de crescimento baixou para 0,1%. Para a América Latina, a expectativa é de uma expansão de 4,6%.

O Reino Unido anuncia um plano interno de ajuda ao setor bancário que vai custar 50 bilhões de libras (equivalente a US$ 90 bilhões). Mas o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, defende um plano europeu de socorro ao sistema financeiro.

No Brasil, o Banco Central decide vender dólar no mercado à vista, prática que não adotava desde 2003, para tentar reduzir a cotação da moeda, que subia forte

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Como avaliar na compra do seu imóvel?

10 Outubro, 2008 · 3 Comentários

Depois de alguns meses procurando em vão um imóvel para morar, você finalmente se deparou com um que lhe interessou.Porém, como era de se esperar, diante do valor do investimento você se sente inseguro e não sabe ao certo se o negócio vale a pena.Em primeiro lugar: parabéns!Apesar do montante envolvido na compra de um imóvel ser elevado, ainda são freqüentes os casos de pessoas que se deixam tomar pela emoção e acabam não avaliando corretamente o investimento.Mesmo que a sua intenção seja morar no imóvel, em algum momento da sua vida é provável que você considere a venda da propriedade, seja porque a família cresceu e precisa de mais espaço, ou porque, ao contrário, os filhos cresceram e saíram de casa.Mas, como avaliar se o imóvel está caro?

  • Estimando valor de construçãoO primeiro passo é tentar entender as características do imóvel, em termos de área construída, área total, custo de construção etc.Por exemplo, se um imóvel está avaliado em R$ 500 mil e tem 150 m2 de área útil e 200 m2 de área total, o custo do m2, se analisarmos a área útil, seria de R$ 3,3 mil, enquanto em termos de área total ele é de R$ 2,5 mil.Com esses dados em mãos, tente analisar o quanto desse custo pode ser definido pelo custo do terreno e o quanto se deve à construção da propriedade.Procure se informar sobre o custo por m2 de terrenos na região.Uma boa opção é perguntar para imobiliárias, ou utilizar os sites de imóveis.A esse valor some o custo de construção, sendo que aqui é importante avaliar o padrão de qualidade dos materiais de acabamento.Um acabamento mais antigo ou inferior sugere um custo menor, e vice-versa.A soma desses dois custos lhe dá o que os analistas de mercado chamariam de “break-up value” do imóvel.
  • Valor reflete mais que custo de construçãoPorém, não se precipite na análise dos números.O valor do seu imóvel não reflete apenas o terreno e o custo de construção.É preciso analisar também outros fatores como, por exemplo, a idade e infra-estrutura do imóvel (e do prédio em caso de apartamento), área de lazer disponível etc.Vejamos o caso de dois imóveis com 150 m2 de área útil, mas com área total de 250 m2 e de 200 m2, respectivamente, sendo que o primeiro custa R$ 550 mil e o segundo custa R$ 500 mil.Em termos de área útil, o primeiro imóvel tem um custo por m2 10% maior, já em termos de área total, o seu custo por m2 é 12% menor.Portanto, se em um primeiro momento o imóvel parecia caro na comparação do custo por m2, essa diferença se justifica pelo fato de que a área útil do prédio é melhor.E, como a área útil reflete a infra-estrutura do prédio, pois inclui depósitos, mais vagas de garagem e área de lazer, a diferença de preço passa a ser justificada.Outro ponto importante é entender que a localização não se define apenas pelo bairro.Imóveis localizados no mesmo bairro podem ter custos distintos.O primeiro pode estar perto de uma avenida movimentada, enquanto o outro se encontra em uma área mais isolada, ou mais perto do metrô.

• Fatores que agregam valorNa hora de decidir se o imóvel está, ou não, caro, é importante considerar todos os fatores que agregam valor ao imóvel.E isso invariavelmente inclui não só os aspectos financeiros mencionados, como também fatores qualitativos, como o impacto na sua qualidade de vida.Por mais que seja difícil, tente “atribuir” um valor a isso e coloque no papel.Mas, lembre-se que nem sempre aquilo que para você é importante, também é para outros compradores.Procure analisar o imóvel sob a perspectiva da maioria das pessoas, e aí sim decida se o custo vale a pena.Mas, lembre-se, mesmo que você verifique que o imóvel está em um preço adequado isso não significa que deve comprá-lo. A decisão final vai depender se ele cabe, ou não, no seu orçamento.
um grande abraço

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Crise? também no Brasil??

9 Outubro, 2008 · Deixe um comentário

Crise já atinge o setor imobiliário no Brasil

 | 30.09.2008 | 17h35

EXAME 

A crise financeira desencadeada pelas hipotecas de alto risco (subprime) nos Estados Unidos já atinge o mercado imobiliário brasileiro. Segundo a corretora Fator, os bancos estão sendo mais criteriosos na liberação de financiamentos, e o reflexo já pode ser sentido nas vendas de imóveis em setembro.

Apesar disso, as construtoras e incorporadoras mantêm suas projeções de lançamentos para 2008 e dizem que ainda não perceberam redução de demanda. Mas admitem que a velocidade de vendas no terceiro trimestre deve ser inferior a do segundo trimestre.

A indústria da construção no Brasil mostrou-se sensível à crise financeira nas últimas semanas, quando duas operações modificaram o panorama do setor. Após terem sua ações desvalorizadas em mais de 65% em agosto, a Tenda decidiu vender 60% de seu capital à Gafisa. As dificuldades em levantar recursos para colocar projetos em prática obrigaram a construtora a negociar com a concorrente. Apenas uma semana depois foi a vez da Company se unir à Brascan.

O movimento de fusões e aquisições, entretanto, não é sinônimo de alto risco de falência no setor, avalia a Fator. Segundo a corretora, as empresas têm três caminhos para se capitalizarem: a primeira delas é pela diminuição de lançamentos, que reduz a necessidade de financiamento. A segunda é pela venda de terrenos e outros ativos, e a terceira é pelo aumento de capital por novos parceiros. “As outras duas alternativas (1) aumento de dívida e (2) oferta secundária de ações são muito difíceis neste momento”, destaca a corretora em relatório.

Mesmo com o cenário adverso, a Fator se mostra confiante no futuro de três empresas: PDG Realt, Rossi e Rodobens.  Para as ações da PDG (PDGR3), a corretora estima valorização de 142,7% até dezembro de 2009, projetando preço-alvo de 27,96 reais. A empresa conseguiu levantar 3 bilhões de reais para financiar suas operações, o que deve auxiliar a empresa lidar com a queda na velocidade de suas vendas.

A Rodobens também não deve ter problemas com caixa para financiar seus projetos até o primeiro semestre do ano que vem. Com isso, a Fator estima uma alta de 113,2% para os papéis da empresa (RDNI3), chegando a dezembro de 2009 cotados a 27,71 reais.

Já a Rossi dispõe de uma linha de crédito pré-aprovada a um custo equivalente ao CDI acrescido 2% a 2,5%. Pelos cálculos da Fator, a empresa deve conseguir cumprir suas metas de lançamentos em 2008 e suas ações (RSID3) têm potencial para subir 194,8% até o final do ano que vem, chegando a 15,36 reais.

A Cyrela também conta com um crédito pré-aprovado no valor de 500 milhões de reais e a um custo inferior ao da Rossi – CDI mais 0,8%. Além disso, a construtora pretende securitizar 250 milhões de reais dos 556 milhões de reais em créditos que tem a receber. Por isso, a Fator recomenda ao investidor manter as ações da companhia (CYRE3) em carteira. A expectativa é de alta de 50,8% nos papéis, que chegaria a dezembro de 2009 cotados a 27,45 reais.

Mesmo para aqueles que investiram na Inpar e viram seu dinheiro evaporar com a queda de 94% nas ações (INPR3) neste ano – a maior dentre as empresas do setor – a corretora recomenda cautela para manter os papéis em carteira. Pelas suas previsões, as ações podem subir a 6,85 reais até dezembro de 2009, o que significa uma alta de 506,2%. A incorporadora anunciou um plano para melhorar seu caixa, que inclui redução nas metas de lançamentos, venda de 200 milhões de reais em ativos, parcerias de longa duração e foco na venda de unidades que representam 1,5 bilhão de reais.

Já para a MRV, a expectativa é de desempenho abaixo da média do mercado. A margem lucro deve ficar no mínimo previsto, levando a Fator a estimar preço-alvo de 32,07 reais para os papéis (MRVE3), o que representa uma alta de 88,5% até o final do próximo ano.

A corretora não se posicionou quanto às ações de Lopes (LPSB3), Abyara (ABYA3) e Ezetec (EZTC3), mas destacou que a Lopes está desenvolvendo um estudo para identificar possíveis clientes. A Abyara, por sua vez, deve reduzir novamente suas metas para 2008.

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IGPM-fgv DE SETEMBRO: 0,11%

8 Outubro, 2008 · Deixe um comentário

No Boletim Focus mais recente, elaborado pelo Banco Central (BC) com instituições financeiras, os analistas consultados esperavam crescimento de 0,12% no IGP-M de setembro.

Neste mês, o Índice de Preços ao Atacado (IPA), que representa 60% do indicador geral, cresceu 0,04%, seguindo declínio de 0,74% em agosto. Os produtos agropecuários diminuíram 2,09%, com desaceleração do ritmo de baixa perante o oitavo mês de 2008, quando cederam 4,81%. Os produtos industriais foram de 0,87% de aumento para 0,84%.

Dos três estágios que compreendem o IPA, as Matérias-Primas Brutas cederam 1,21% e os Bens Finais diminuíram 0,18%. No oitavo mês deste calendário, houve recuo de 4,71% e elevação de 0,32%, na ordem. Os Bens Intermediários expandiram-se 1,05% contra acréscimo de 1,28% em agosto.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador, declinou 0,06% em setembro após avanço de 0,23% no levantamento anterior. O grupo Alimentação teve impacto no resultado, ao deixar para trás queda de 0,46% e registrar agora redução de 1,04%. Contribuíram para a alteração de rumo os ramos Habitação (0,82% para 0,29%), Saúde e cuidados pessoais (0,54% para 0,32%) e Transportes (0,18% para 0,11%).

O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do IGP-M, expandiu-se 0,95%, menos do que o verificado em agosto, quando subiu 1,27%. O indicador referente a Materiais e serviços partiu de um acréscimo de 2,18% para 1,52% e o relativo a Mão-de-Obra aumentou 0,05 ponto percentual entre agosto e setembro, de 0,25% para 0,30%.

O IGP-M é calculado com base nos preços coletados entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.

fonte: Valor Econômico

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As condições para os consumidores estão mais apertadas

7 Outubro, 2008 · Deixe um comentário

Concessão de empréstimos ao consumidor e às empresas está mais seletiva, com taxas maiores e prazos menoresMárcia De Chiara e Renée Pereira | Fonte: O Estado de S. Paulo

As instituições financeiras ficaram muito mais rígidas ontem para liberar os créditos de desconto de duplicatas, o que fez praticamente secar as linhas de financiamentos para companhias que não são consideradas de primeira linha, segundo os critérios de classificação de risco seguidos pelos bancos.

A concessão de empréstimos ao consumidor também está mais seletiva, com taxas maiores e prazos menores. Ontem, a deterioração do cenário desencadeou uma série de rumores de que os grandes bancos teriam fechado suas linhas de crédito ao consumo. A informação foi desmentida categoricamente pelas instituições e considerada sem fundamento. O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, disse que vai conferir o rumor.

De qualquer forma, as condições para os consumidores estão mais apertadas. “Com a redução da liquidez, os bancos começam a escolher para quem dar crédito”, disse o presidente da Acrefi (Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento), Adalberto Savioli. “Hoje não se financia 100% de um bem. O prazo está mais curto e as taxas, 3% mais caras.” O mesmo foi relatado pelo presidente da Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), Luiz Montenegro. Segundo ele, já há exigência de entrada de 10% a 30% para a compra de um carro.

Nas linhas para pessoa jurídica, o tranco no crédito foi sentido especialmente por empresas de varejo que precisam de recursos para financiar o consumidor e indústrias que não apresentam bons indicadores de endividamento em relação ao patrimônio líquido. “O momento está muito difícil para empresas que têm indicadores com problemas”, disse uma fonte.

Para as empresas tidas como muito seguras, há dinheiro para capital de giro, só que a um custo muito mais elevado. Em 20 dias, houve um crescimento de 30% a 40% nas taxas para desconto de duplicatas, de 1,1% ao mês para 1,6%. Além do aumento dos juros e da restrição no crédito, grandes redes varejistas e indústrias paralisaram as negociações para compra de mercadorias. Nesse caso, o que está atrapalhando é a cotação do dólar, que ontem fechou em R$ 2,20.

Para o diretor da Fiesp (Federação das Indústrias do Estados de São Paulo), Paulo Francini, as empresas estão se virando para obter crédito. Apesar disso, no fim da tarde de ontem ele tinha reunião com o Iedi (Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial) para avaliar o cenário. Também a Eletros, de fabricantes de eletrônicos, cuja venda é movida a crédito, tem encontro na quinta-feira com o mesmo objetivo. “Ninguém está tranqüilo”, disse o presidente da Eletros, Lourival Kiçula. A expectativa do setor, de fechar 2008 com crescimento de 15%, foi revista para 12% e depois para 10%.

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