Mundo Imobiliário

Entradas do Dezembro 2008

FELIZ 2009!!!

31 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

Desejos a todos um Feliz 2009!!!

Estarei de volta na próxima semana!!!

Um grande abraço para vc e para toda a sua família

Derville

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Quem é Enrique Bañuelos?

14 Dezembro, 2008 · 2 Comentários

O Donald Trump da Espanha | 14.06.2007

A ascensão e a queda do especulador imobiliário Enrique Bañuelos, que perdeu quase 6 bilhões de dólares de sua fortuna nos últimos meses

Andrea Comas / Reuters

Bañuelos: avanço sobre o banco Bilbao Vizcaya – Publicidade

Por Rodrigo Mesquita, de Madri

EXAME O mercado imobiliário espanhol vem evoluindo a taxas acima de 20% nos últimos anos. Além de turbinar o crescimento econômico do país, essa exuberância provocou o surgimento de fortunas espetaculares. Nada menos do que oito nomes ligados ao setor entraram pela primeira vez na lista de grandes bilionários do mundo da revista Forbes, publicada no começo deste ano. Entre eles, o grande destaque coube ao até então desconhecido empresário valenciano Enrique Bañuelos, de 41 anos, classificado na 95a posição do ranking, com 7,7 bilhões de dólares de patrimônio acumulado. Essa fortuna foi erguida com a expansão recente dos negócios de sua imobiliária, a Astroc, e o furor que as ações da companhia provocaram na bolsa de Madri. Mas a festa durou pouco. Nos últimos meses, quase 6 bilhões de dólares de seu patrimônio evaporaram, em meio ao surgimento de evidências de operações armadas pelo empresário para inflar artificialmente a cotação dos papéis da Astroc. Afastado hoje do comando das operações, Bañuelos passou a ser tratado pela imprensa como o Donald Trump espanhol, numa referência ao conhecido ricaço americano que ganhou muito dinheiro no final da década de 80 especulando como empreiteiro de prédios de luxo.

Não há registros na história da Espanha de um movimento de ascensão e queda tão rápido no mundo empresarial. Num primeiro momento, o empreendedor valenciano parecia a prova viva de que também existe o “sonho americano” na estratificada Europa. Filho de uma família operária, Bañuelos ficou órfão aos 9 anos de idade e teve os estudos custeados pela siderúrgica onde o pai trabalhava e onde morreu, vítima de um acidente de trabalho. Formado em administração de empresas, trabalhou como vendedor até montar, em 1995, a Astroc. Ela era considerada uma empresa de segunda linha no ramo até se mostrar uma das mais competentes na estratégia de pegar carona no boom do mercado imobiliário do país. A Astroc entrou em vários negócios milionários e, em sua abertura de capital, em maio de 2006, atraiu para o clube de acionistas gente do porte de Amancio Ortega, proprietário do conglomerado Inditex, dono de marcas como Zara e número 1 no ranking dos milionários espanhóis. Lançados na bolsa ao valor de 8,6 dólares, os papéis da Astroc alcançaram, nove meses depois da estréia, a quase inacreditável cotação de 97,7 dólares — valorização superior a 1 000%.

Enrique Bañuelos, presidente da imobiliária Astroc
Idade
41 anos
Estado civil
Casado, dois filhos
Origem
Valência, na Espanha
Ascensão
No começo deste ano, entrou para a lista de bilionários da revista Forbes, com a terceira maior fortuna da Espanha
Queda
Em fevereiro, um grande movimento de venda de ações da Astroc provocou queda de 60% no valor dos papéis da empresa
Fortuna
2 bilhões de dólares. Mas já foi avaliada em 7,7 bilhões

Do relativo anonimato, Bañuelos passou a ser retratado na imprensa a bordo de seu jato executivo na ponte aérea entre Valência e Nova York, onde possui um dú plex com vista para o Central Park avaliado em mais de 90 milhões de dólares. Segundo alguns observadores, a queda do empresário começou a ser desenhada quando ele decidiu ir atrás de um pouco mais de fama e passou a falar o que não devia. Em setembro de 2006, Bañuelos ofereceu uma paella, o prato típico valenciano, a 25 000 pessoas em pleno Central Park. O motivo foi o lançamento de sua fundação de apoio às artes, sediada em Nova York. Pior, em meio à euforia do mercado com os papéis da Astroc, anunciou que iria tomar posições de controle no poderoso banco BilbaoVizcaya (segundo no ranking espanhol, depois do Santander). O negócio não foi para a frente, mas expressava uma dose elevada de soberba, que, de acordo com muitos de seus inimigos, acabou sendo o motivo principal de sua queda. “Ele fala demais, não deixa os outros opinarem quando a prudência e a experiência nos negócios aconselham a escutar”, disse a EXAME um empresário que ainda tem negócios com Bañuelos.

A derrocada do negócio começou no final de fevereiro, alguns dias depois de os papéis da Astroc atingirem o preço recorde. Em menos de uma semana, as ações da imobiliária perderam 38% do valor, arrastando consigo a bolsa de Madri e os principais pregões europeus. Por trás desse movimento de queda, o mercado detectou pesadas ordens de venda (entre os acionistas que agiram dessa forma estaria o próprio Ortega). Os pequenos investidores começaram também a vender em massa, provocando um efeito dominó e o “empobrecimento” súbito de Bañuelos. No auge da cotação, sua empresa valia 12 bilhões de dólares, e os 53,77% que possuía, 6,4 bilhões de dólares. Ao final de fevereiro, essa participação valia 3,9 bilhões de dólares.

O golpe final veio com o vazamento de um relatório de auditoria elaborado a pedido da Comissão de Valores Mobiliários da bolsa de Madri sobre as contas da empresa em 2006. Segundo o trabalho, o resultado foi conseguido de forma artificial — cerca de 60% do lucro saiu da venda de imóveis ao próprio Enrique Bañuelos. A operação de compra e venda de propriedades entre sociedades controladas por um mesmo acionista não é, em si, ilegal, segundo a legislação espanhola. No entanto, embute uma mal disfarçada estratégia para inflar lucros, porque o valor escritural dessas propriedades costuma ser muito menor que o de mercado — como ocorreu no caso da Astroc. Além disso, os auditores apontavam que 12 grandes projetos da imobiliária corriam o risco de não sair do papel.

Quem o conhecia da outrora pacata praia de Canet d’En Berenguer, em Valência, não se surpreendeu. Bañuelos é o típico produto do que os espanhóis chamam de cultura del pelotazo (“cultura do golpe”, numa tradução livre), uma forma de fazer dinheiro a curtíssimo prazo misturando ousadia e boas conexões políticas com poucos escrúpulos. O exemplo mais gritante desse descontrole é Marbella. A antiga capital de verão do jet set internacional nos anos 70 e 80 transformou-se numa central de lavagem de dinheiro e na meca das máfias russas e dos cartéis internacionais da droga num cenário de concreto armado. Um processo aberto sobre os envolvidos no mercado de especulação imobiliária em Marbella no ano passado já implicou a prisão de mais de 60 pessoas, entre prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, diretores de bancos, advogados, policiais e donos de cartórios.

Bañuelos não tem (ainda) problemas com a Justiça espanhola, mas o futuro da Astroc transformou-se numa grande incógnita. Numa tentativa de melhorar a imagem da empresa, o fundador afastou-se da direção e contratou um executivo profissional vindo do mercado financeiro, Juan António Alcaraz, que anunciou nos últimos dias sua estratégia de ação. A Astroc, que deverá mudar de nome, vai ser fundida com as duas imobiliárias compradas no ano passado, Rayet Promociones e Landscape. Até o final do ano está prevista uma ampliação de capital no valor de 1 bilhão de dólares subscrita pelos atuais acionistas para levar a cabo um plano de expansão internacional que inclui o Brasil. Bañuelos ainda é um homem rico e a imobiliária uma empresa relevante, com valor de mercado de 2,2 bilhões de dólares, de acordo com a cotação da última semana de maio. Mas não é mais o dono e senhor absoluto do negócio. Sua participação na companhia caiu para 31%, avaliada em 690 milhões de dólares. Somado a seus bens pessoais, isso resulta numa fortuna atual de cerca de 2 bilhões de dólares. Não é exatamente o patrimônio de um fracassado, mas significa pouco para quem já esteve perto do topo do mundo.

fonte: http://portalexame.abril.com.br/revista/exame/edicoes/0895/negocios/m0131296.html

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O Projeto mais ousado do mercado imobiliário brasileiro!!!

13 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

Bañuelos replica el modelo Astroc en Brasil con el ‘holding’ inmobiliario Varemonte

BañuelosEnrique Bañuelos, el empresario inmobiliario valenciano que protagonizó un meteórico ascenso y posterior caída a los infiernos en Bolsa subido a bordo de su buque insignia Astroc, sigue activo y en el sector inmobiliario. Pero no en España, sino en Brasil. Bañuelos está detrás del “proyecto más osado del mercado inmobiliario brasileño”, publicaba ayer el diario online Valor.

Según este medio, “el polémico empresario está en contacto con al menos seis empresas del sector y en conversaciones más avanzadas con Agra y Abyara para montar un holding del que incluso avanza el nombre: Varemonte. “La gran pregunta del mercado es si la propuesta es viable y si Bañuelos, que ya ha desistido de otros negocios en Brasil como Costa do Sauípe en el día de la firma del contrato, conseguiría llevarla adelante”, se pregunta el diario.

“Bañuelos, a través de su sociedad CV Capital, se ha implicado en diversos proyectos en Brasil últimamente, pero no se ha materializado ninguno”, ha asegurado a El Confidencial un portavoz del empresario valenciano. “En cualquier caso, sus participaciones en proyectos en aquel país son minoritarias”, ha añadido.

“Es seductor y tiene muchos contactos”

Aparte de Agra y Abyara, Bañuelos podría haber sondeado a compañías como Inpar, Even, Klavin Segall, Tecnisa y Rossi. A bordo de su jet privado, valorado en más de 8 millones de dólares -que usa para llevar a los empresarios brasileños a visitar terrenos e inversiones en el Nordeste en una sola tarde-, Enrique ha mostrado una gran habilidad para moverse en el mundo de los negocios del país carioca.

A pesar de la complicada situación no sólo del mercado, sino de varias empresas del sector, Bañuelos ha encontrado receptividad en las empresas. “Tiene poca credibilidad, pero es muy seductor y tiene muchos contactos, así que no es sorprendente que haya empresas en problemas que encuentren en ese holding una tabla de salvación”, según una fuente del sector citada por Valor Online.

El online brasileño publica haber tenido acceso al plan de negocios del holding, que se vende como “la plataforma líder inmobiliaria en el país”. La presentación impresiona tanto por su complejidad como por su ambición. Para reducir los gastos operacionales y conseguir una economía a escala, la idea es crear una empresa única centralizada, con una sede y una única estructura financiera, administrativa, de marketing, construcción y ventas.

“El objetivo es crear nuevas ciudades”

El holding entraría en nuevas actividades como el corretaje, una compañía hipotecaria, una aseguradora y patrimonio en alquiler. Promete también alianzas internacionales. Para ello ofrece contar con oficinas en Nueva York, Londres, Madrid, Moscú y Dubai. Pero la osadía no termina ahí. El plan de negocios dice que “el objetivo prioritario de su empresa es que sus participadas creen nuevas ciudades en Brasil en colaboración con grandes grupos internacionales”.

El empresario español está presentado a los brasileños una estructura de empresas en cascada, con un complejo modelo de participaciones cruzadas. Sus fundadores tendrían el 40% del capital de la nueva compañía, pero continuarían con sus respectivas empresas, que seguirían siendo independientes y cotizando.

Lío en Brasil

Pero sucede que, aparte del escándalo protagonizado en Astroc, Bañuelos ya ha tenido problemas en Brasil. El día de la firma del contrato y el pago de 70 millones de euros para la adquisición del Complejo de Costa do Sauípe, en Bahia, Enrique Bañuelos salió de la empresa. La crisis y el ajuste del valor en euros, antes de la devaluación del real, fueron las razones de su retirada.

En el informe del tercer trimestre de la inmobiliaria cotizada. Afirma figura que la inmobiliaria participa en el 55% de Brasil Real Estate New Proyect Participaçoes, SA, cuyo objetivo es desarrollar un proyecto turístico en Brasil a largo plazo.

Tecnisa, consultada por Valor, afirma haber recibido la visita de dos inversores españoles. Abyara informó que “está abierta a negociaciones, pero por cuestiones estratégicas prefiere no comentar rumores de mercado”. Por su parte, Rossi, Klabin Segall y Even declararon que no estaban en contacto con Bañuelos.

fonte: http://www.cotizalia.com/cache/2008/12/13/noticias_37_banuelos_replica_modelo_astroc_brasil.html

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Curitiba mantém mercado imobiliário estável em novembro

13 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

As características do modelo de negócios do mercado imobiliário de Curitiba estão colaborando para manter a estabilidade de vendas e locação. Segundo dados do Instituto Paranaense de Pesquisa (Inpespar), um dos agentes de serviços do Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná (Secovi-PR), novembro registra mais uma vez dados que comprovam a solidez do mercado na capital paranaense e anuncia grandes oportunidades de investimento para a região.

Diferentemente de outras capitais que têm como principal foco da economia o turismo e demais atividades, como Florianópolis e Brasília, além de algumas cidades do Nordeste, Curitiba se consolida por ter uma base econômica gerada por negócios que envolvem empresas de pequeno, médio e grande porte, além da tradição e incentivo de instituições de ensino, que são outro chamariz para a vinda de jovens e adultos à capital do Paraná.

Além dessas características, Curitiba mantém seu mercado imobiliário fortalecido por empreendedores locais, diferente de São Paulo, por exemplo, que conta com investidores internacionais que colaboraram por inflacionar o mercado imobiliário. Diante dessas situações, Curitiba registrou, em novembro, um índice de Venda de Usado Sobre Oferta (VUSO) para imóveis residenciais de 11,8%, o que não representa variação significativa em relação ao mesmo índice de outubro, que foi de 12%. Já para imóveis comerciais, o mesmo índice foi de 7,8% em novembro e 8,2% em outubro.

Para o vice-presidente de Marketing e Eventos do Secovi-PR, Jean Michel Galiano, o mercado imobiliário de Curitiba nunca dependeu de recursos externos e a tendência é de que haja uma valorização constante e crescente. “Nos últimos meses, o brasileiro está voltando à realidade de manter os pés no chão quando o assunto é investir. E, em Curitiba, essa realidade já existe, pois o mercado, considerado conservador por sua forma de negócio, nos favorece para essa estabilidade”, explica.

Na área de locação, os índices coletados pelo Inpespar demonstram estabilidade na procura e oferta por imóveis usados. Em novembro, o índice de Locação Sobre Oferta (LSO) de imóveis residenciais foi de 23,04%, sem variação considerável em relação ao mês de outubro, que teve 23,63%. Já em relação aos imóveis comerciais, o índice LSO de novembro foi de 8,81% e em outubro, 8,48%.

Para o vice-presidente Administrativo do Secovi-PR, Luis Antônio Laurentino, a estabilidade em locação se dá pelo bom momento do ano. “Esta é uma época em que muitos estudantes saem ou vêm para Curitiba, o que faz com que haja volume de demanda e oferta por imóveis residenciais. Já para os comerciais, a explicação se dá pela sazonalidade desta época e pelas facilidades do processo de locação, entre eles, a mobilidade de pessoas e empresas a curto prazo”, contextualiza Laurentino.

SOBRE O SECOVI-PR – Criado há 25 anos para defender os interesses do mercado imobiliário e condominial (síndico e funcionários), o Sindicato da Habitação e Condomínios do Paraná, representa todas as empresas de compra, venda, locação, administração, incorporação e loteamentos de imóveis e dos condomínios residenciais e comerciais, além dos shoppings centers em todo o Estado do Paraná, que totalizam mais de 10 mil condomínios e duas mil empresas em todo o Estado. Além de coordenar, esclarecer e orientar as pessoas que gerenciam e trabalham em condomínios, os empresários e profissionais do mercado imobiliário, o Secovi-PR presta uma série de serviços para o segmento, trabalhando em conjunto com seus agentes de serviços, como, por exemplo, a Universidade Livre do Mercado Imobiliário e Condominial (Unihab), o Instituto Paranaense de Pesquisa e Desenvolvimento do Mercado Imobiliário e Condominial (Inpespar), a Câmara de Mediação e Arbitragem (CMA), além de diversos serviços como  assessoria jurídica, serviços de saúde através do Serviço Social da Habitação (SecoviMed), entre outros. Fone (41) 3259-6000 ou pelo www.secovipr.com.br

Fonte: redacao@lidemultimidia.com.br

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Enrique Bañuelos e o mercado imobiliário brasileiro

12 Dezembro, 2008 · Deixe um comentário

Espanhol arquiteta holding imobiliária
Ele já foi chamado de Donald Trump espanhol e “senhor dos tijolos”, como são conhecidos na Espanha os magnatas da construção. Dono de uma trajetória nada invejável de ascensão e queda – uma fortuna de mais de US$ 7 bilhões quase evaporou depois de denúncias de operações que inflaram os papéis da sua empresa imobiliária na Espanha – o valenciano Enrique Bañuelos é o homem que está arquitetando, nos bastidores, a tacada mais ousada do mercado imobiliário brasileiro.

O polêmico empresário está em contato com pelo menos seis companhias do setor – e estaria em conversas mais avançadas com Agra e Abyara – para montar uma holding, que já ganhou até um nome: Veremonte. A grande dúvida do mercado é se a proposta é factível e se Bañuelos, que já desistiu de outros negócios aqui, conseguiria levá-la adiante. Photographer: Santi Burgos/Bloomberg News

Empresário valenciano, dono da Astroc, desistiu da compra do Complexo Costa do Sauípe no dia da assinatura do contrato

Além de Agra e Abyara, o Valor apurou que Bañuelos já sondou a Inpar, Even, Klabin Segall, Tecnisa e Rossi. A bordo de seu jato particular, avaliado em mais de US$ 8 milhões – que usa para levar os empresários brasileiros para visitar terrenos e empreendimentos no Nordeste em uma única tarde – Enrique tem mostrado uma habilidade invejável para discorrer sobre seu plano de negócios. E, em função da complicada situação não só do mercado, como de várias empresas, tem encontrado ressonância nas empresas. “Ele tem pouca credibilidade, mas é sedutor e muitas companhias, que estão praticamente sem saída, viram nessa holding uma promessa de salvação”, diz uma fonte do setor.

O Valor teve acesso ao plano de negócios da holding, que se vende como a plataforma líder de “real estate” no país. A apresentação impressiona pela complexidade e pela ambição. Para reduzir os custos operacionais e conseguir economia de escala, a idéia é criar uma empresa única centralizada, com uma sede e uma única estrutura financeira, administrativa, de marketing, construção e vendas. Uma companhia saudável, não contaminada pelas dívidas das companhias abertas, que fica com parte dos ativos das empresas, e que a médio prazo abriria capital lá fora: 40% nas bolsas de Londres e Nova York (sendo 20% de oferta secundária e 80% de oferta primária). “Os recursos da oferta primária serão destinados preferencialmente para o pagamento dos ativos adquiridos das S.A listadas e para eliminar as dívidas corporativas das companhias”, discorre o plano.

As companhias se especializarão, na baixa renda, média, alto padrão, comercial, ficando com pelo menos 65% da atividade no segmento específico. A holding, segundo o plano de negócios, entrará em novas atividades, como corretagem – será proposto aos principais bancos do país a criação de um instrumento de corretagem que usaria as agências para captação de vendas. Também pretendem criar um companhia hipotecária, uma seguradora e montar um patrimônio para ser alugado. Promete, ainda, alianças internacionais e para isso teria escritórios em Nova York, Londres, Madri, Moscou e Dubai. Mas a ousadia não termina aí. O plano de negócios diz que “é objetivo prioritário da empresa que suas controladas criem novas cidades, desenhem a expansão de grandes cidades do Brasil em colaboração com grandes grupos internacionais.”

O empresário espanhol está apresentando aos empresários brasileiros uma estrutura de empresas em cascata, com um modelo complexo de participações cruzadas (ver tabela acima). Os donos de companhias abertas brasileiros, que no plano de negócios são chamados de fundadores, teriam 40% da nova empresa, mas continuariam com as suas respectivas empresas, que se mantém independentes e listadas em bolsa. O plano de negócios foi montado de tal forma a evitar o disparo de “poison pill” (mecanismo que protege a empresa de uma compra hostil) e tag along (direito do minoritário de receber o que foi pago ao controlador ) já pensando no efeito que a possível montagem de uma estrutura desse porte poderia causar sobre os minoritários.

A questão é que, além de um escândalo envolvendo a empresa que fundou, a Astroc, na Espanha, o empresário teve problemas recentes no Brasil. No dia da assinatura do contrato e pagamento de 70 milhões de euros pela aquisição do Complexo da Costa do Sauípe, na Bahia, Enrique Bañuelos desistiu do negócio. A crise e o acerto do valor em euros, antes da desvalorização do real, teriam sido os motivos para a desistência do negócio.

Relatório do terceiro trimestre da Afirma, nome atual da Astroc, diz que a empresa participa em 55% da Brasil Real Estate New Project Participações, S.A, cujo objetivo é desenvolver um projeto turístico no Brasil de longo prazo.

Todas as empresas citadas foram procuradas. Segundo assessoria de imprensa da Tecnisa, a empresa recebeu a visita dos investidores espanhóis, porém a conversa não evoluiu. A Abyara informou que “está aberta a negociações, mas por questões estratégicas prefere não comentar sobre rumores de mercado”. A Rossi informou que não esteve em contato com o investidor espanhol Enrique Bãnuelos, assim como Klabin Segall e Even.

fonte: http://inaciorodrigodecastro.com.br/valenciano-enrique-banuelos

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