Mundo Imobiliário

E quando não houve reajuste, como fica o aluguel hoje?

3 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Aqui mora uma grande confusão!

Se o contrato anual, vence e não é alterado, significa que houve uma “aceite” de ambas as partes, tanto locador como locatário.

Então, continua valendo o valor anterior. Pois não foi atualizado, mas foi contratado.

Quando chega no próximo ano, se lembram das diferenças e da desvalorização, daí querem retomar o que foi esquecido, mas não pode mais.

A Lei estabelece, que isso só é possível, a partir do término do terceiro ano dos contratos anuais.

Vamos ver este exemplo (real).

O contrato foi feito em 15 de junho de 2007, então deveria ter sido feito estes cálculos:

Reajuste do primeiro ano em 15-Jun-2008:

Variação do índice: 11,5250 %

Valor reajustado: R$ 1.115,25

Reajuste do segundo ano em 15-Jun-2009:

Variação do índice: 3,6397 %

Valor reajustado: R$ 1.155,84

Reajuste do terceiro ano em 15-Jun-2009:

Poderá ser negociada independente do índice

Mas, isso não ocorreu, então como fica o aluguel, hoje?

Vejamos:

No exemplo, o contrato foi feito em 15 de junho de 2007, e foram feitos estes cálculos:

Reajuste do primeiro ano em 15-Jun-2008:

Variação do índice ajustado e contratado: 0 %

Valor reajustado: R$ 1.000,00 (agora o novo contrato passa a ter este valor para o próximo ano)

Reajuste do segundo ano em 15-Jun-2009:

Variação do índice: 3,6397 %

Valor reajustado: R$ 1.036,40

Reajuste do terceiro ano em 15-Jun-2009:

Poderá ser negociada independente do índice

Lembre-se:

Em alguns casos, vale a pena, manter a locação num mesmo patamar. Em função dos gastos com contratos. E ainda por conta de um bom pagador, vale a pena mantê-lo.

O BOM SENSO VALE MUITO NESSE MOMENTO!

um grande abraço

Derville

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Ações do setor imobiliário disparam 87,2% na Bolsa

3 Julho, 2009 · Deixe um comentário

DCI, Eduardo Puccioni, 03/jun

A retração no crédito e a alta taxa de juros durante a crise financeira internacional fizeram com que as companhias brasileiras do setor imobiliário na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) apresentassem forte queda durante o ano passado (-69,3%). Mas com o aquecimento da economia interna, o IMOB (índice do setor) fechou o primeiro semestre de 2009 com alta de 87,2%.

“Este foi o setor que mais sofreu com a crise financeira por conta da retração do crédito. Com a retomada do crédito, foi o setor que mais se beneficiou”, explica José Góes, economista da WinTrade, home broker da Alpes Corretora.

O Índice BM&F Bovespa Imobiliário (IMOB) tem por objetivo oferecer uma visão segmentada do mercado acionário, medindo o comportamento das ações das empresas representativas dos setores da atividade imobiliária compreendidos por construção civil, intermediação imobiliária e exploração de imóveis.

O Índice BM&F Bovespa Small Cap (SMLL), que mede o comportamento das empresas listadas na Bolsa com menor capitalização, encerrou os seis primeiros meses do ano com a segunda maior rentabilidade (47,6%). “As Smalls estavam caindo antes de o Ibovespa começar a cair, por isso acabaram conseguindo uma recuperação neste ano”, afirma o economista. Ibovespa é o principal indicador da Bolsa paulista.

Com a terceira maior rentabilidade ficou o Índice BM&F Bovespa de Consumo (ICON), que mede o comportamento das ações das empresas representativas dos setores de consumo cíclico e não cíclico da Bolsa, com valorização de 37,8% no semestre.

“A situação econômica mundial teve uma retração muito forte com a crise, e para conter a queda os bancos centrais reduziram os juros para voltar o consumo”, explica André Perfeito, economista da Gradual Investimentos.

Segundo Góes, o setor de consumo foi um porto seguro. “Os investidores consideraram o setor de consumo a saída para a crise, percebendo que a economia interna não sofreria tanto com a crise”, acrescenta Góes.

Para o Ibovespa, ambos os economistas estão projetando o encerramento do ano aos 55 mil pontos, no que pode ser considerado um segundo semestre fraco para o mercado acionário, já que a Bolsa fechou o pregão desta quinta-feira a 51.024 pontos. Esta elevação corresponde a um crescimento de 7,79% no período. Vale lembrar que no primeiro semestre do ano o indicador teve valorização de 37,2%.

“O Ibovespa vai continuar a ter desempenho positivo no decorrer do ano. Podemos até revisar nossa projeção se for necessário, mas acredito que deva ficar nos 55 mil pontos”, diz Góes, afirmando que existe uma possibilidade de a Bolsa encerrar o ano acima do esperado pela corretora.

O setor que mais chamou a atenção no semestre foi o Índice BM&F Bovespa de Energia Elétrica (IEE), que encerrou o período com alta de 35%, embora seja o indicador que menos caiu no ano passado, apenas -11,6%.

“São papéis mais defensivos e bons pagadores de dividendos, porém, os IGPs estão caindo bastante e isso pode prejudicar as empresas que trabalham com contratos anuais, como as deste setor”, alerta André Perfeito.

Góes acredita que o aumento do consumo pode ter elevado o valor das ações de energia elétrica. “Além de boas pagadoras de dividendos, os investidores estão confiantes com o aquecimento da demanda interna, que pode beneficiar empresas deste setor”, acrescenta o economista.

A Bovespa fechou o pregão de quinta-feira com queda de 1,01%, aos 51.024 pontos. O volume financeiro foi de R$ 4,1 bilhões, com 276.124 contratos negociados. Entre as ações do Ibovespa, as ordinárias da Light terminaram o dia com elevação de 3%, a maior valorização do dia.

Estrangeiro na Bolsa

Os investidores voltaram a retirar seus investimentos da Bolsa brasileira no mês de junho, até o dia 29. A saída somou R$ 1 bilhão no mês. No semestre, o saldo está positivo em R$ 10,1 bilhões. No ano passado a saída dos estrangeiros na Bolsa ficou em R$ 24,6 bilhões.

A participação dos estrangeiros no ano, que soma vendas e compras de ativos, está em 35,6%. Em junho, a soma foi de 36,1%. A pessoa física está em 28,7%.

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