Mundo Imobiliário

Cidadania: Moradores do Parolin iniciam mudança

11 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Moradores do Parolin iniciam mudança

Famílias que moravam em área de risco da ocupação irregular, próximo ao Rio Vila Guaíra, são transferidas para casas e sobrados

Publicado em 10/07/2009 | GAZETA DO POVO | DA REDAÇÃO – COLABOROU MARIANA SKROCH DOMAKOSKI

Moradores do Parolin – uma das ocupações irregulares mais antigas de Curitiba – que viviam em situação de risco, às margens do Rio Vila Guaíra, começaram a ser reassentados ontem. Nesta primeira etapa, 50 famílias serão transferidas para 22 casas e 28 sobrados, construídos em áreas próximas, adquiridas pela prefeitura de Curitiba. São casas que variam de 28 a 42 metros quadrados, com até três quartos, e sobrados de 43 metros quadrados, de dois quartos.

O Parolin, que tem quase 60 anos, tem hoje uma área aproximada de 240 mil metros quadrados, nos bairros Parolin e Vila Guaíra. Uma pesquisa realizada em 2006 pela Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab) revelou a presença de 1.507 construções na vila. Dessas, 677 encontravam-se em situação de risco e constituem o grupo que será reassentado até meados de 2011. De acordo com o o mesmo levantamento, 41,54% das habitações eram feitas de madeira, com pouca infraestrutura, iluminação e ventilação precárias.

Para melhor

A aposentada Benedita Gonçalves Oliveira, 53 anos; seu marido, o motorista Florentino Alves Oliveira, 70 anos; o filho de 16 anos e mais três pessoas viviam em uma casa de alvenaria. Moradores há 25 anos da Rua João Fagundes Machado, próxima ao Rio Vila Guaíra, o casal fez ontem a mudança para a nova residência, na Rua Assis Figueiredo. “Nós estamos com o coração triste, porque foram muitos anos nesta casa. Mas a mudança é para melhor. A casa é um pouco menor, mas é nossa”, afirma Florentino. “Morar no que não é seu não dá futuro. Agora, podemos fazer planos”, completa, emocionado.

Benedita também aprova a mudança. “Antes nossa casa ficava perto do rio e, por isso, tinha um cheiro muito forte, principalmente no verão. Era quase insuportável”, revela. “Agora, além de ficar mais longe do rio, também somos os donos. Isso é o mais importante”, acrescenta.

Espera

Para o presidente da Associação de Amigos e Moradores, Edson Pereira Rodrigues, as novas habitações vão ajudar a melhorar a qualidade de vida dos moradores. “Foram cinco anos esperando essas mudanças. Mas agora essas pessoas vão morar num lugar com mais estrutura”, diz.

De acordo com a Cohab Curitiba, ainda será realizada a revitalização do Rio Vila Guaíra, com a construção de uma rua paralela ao rio, uma ciclovia, plantação de grama e árvores e instalação de um sistema de iluminação. Segundo a Companhia, essas medidas servirão para evitar que a região seja novamente ocupada.

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11 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Imóveis grandes em região tranquila

A Rua Sant´Ana, no Jardim Botânico, é ocupada principalmente por casas amplas e mais antigas. As opções comerciais são escassas

Publicado em 05/07/2009 | GAZETA DO POVO | DALIANE NOGUEIRA

Com início na Avenida Presidente Afonso Camargo e término no cruzamento com a Comendador Franco (Avenida das Torres), a Rua Sant’Ana é predominantemente residencial. Os poucos estabelecimentos comerciais se caracterizam por pequenos comércios, clínicas e empresas prestadoras de serviços.

A rua tem perfil calmo e o movimento de carros é praticamente só o de moradores. Na altura do cruzamento com a Omar Sabbag, a via sofre uma interrupção e segue com pavimentação em paralelepípedo até a Avenida das Torres.

Há poucas opções disponíveis, a maioria casas grandes e antigas, com mais de 20 anos de construção. No número 220, a imobiliária Futurama vende um imóvel com 290 metros quadrados, quatro quartos e ampla área de fundos, por R$ 350 mil.

De acordo com o corretor Abdenego França, que fez a avaliação desse imóvel e trabalha focado na região, a média de preço na rua fica entre R$ 1,2 mil e R$ 1,4 o metro quadrado, dependendo das condições do imóvel. “A maioria das casas é antiga, mas de ótimo acabamento. Além disso, a região é de fácil acesso ao Centro e isso é um bom atrativo de venda”, diz.

Há um imóvel semelhante na outra ponta da rua, no número 1.012. Negociado pela imobiliária Thá, a casa tem 25 anos de construção, 300 metros quadrados, quatro quartos e é vendida por R$ 420 mil. Os proprietários aceitam imóveis de menor valor.

Para locação há duas opções, uma residencial e outra comercial. A imobiliária Presidente aluga um apartamento no número 424. O imóvel fica em cima de uma panificadora e tem quatro quartos. Devido o tamanho e localização é possível utilizar o imóvel para fins comerciais. O valor do aluguel é de R$ 800 mensais.

Poucos metros à frente, há uma sala comercial térrea para locação pela administradora Galvão. O imóvel tem 55 metros quadrados e está sendo negociado por R$ 500.

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