Mundo Imobiliário

74% ja tem casa propria … em Curitiba!!!

13 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Eles têm casa própria

Moradia própria é realidade para grande parte dos moradores da Grande Curitiba. De acordo com a pesquisa da Gazeta, 74% da população vive em imóvel próprio, enquanto 22% pagam aluguel

25/03/2009 | GAZETA DO POVO | 00:13 | ANA LETÍCIA GENARO

Ter nas mãos a chave da casa própria. Este foi o sonho realizado pela curitibana Waldirene da Borda Ferreira, 35 anos. “Estou muito feliz de ter um canto meu. Só de pensar que não preciso mais pagar aluguel, já sinto um alívio grande”, explica a assistente comercial que em novembro de 2008 teve o financiamento de seu imóvel aprovado. Ela já chegou a trabalhar em dois empregos para conseguir pagar as prestações e mobiliar o apartamento de 48 metros quadrados, no Sítio Cercado, zona sul de Curitiba.

Assim como para Waldirene, a moradia própria é uma realidade para grande parte dos moradores da Grande Curitiba. De acordo com a pesquisa da Gazeta, 74% da população vive em imóvel próprio, enquanto 22% pagam aluguel. Na visão do economista Robson Gonçalves, professor do Fundação Getúlio Vargas (FGV), este número se deve a crescente ascensão da classe média que, conforme dados apresentados pela pesquisa, já representa mais do que 50% dos moradores da região. “É um grupo de pessoas que tem poder de compra maior e possibilidade de adquirir seu imóvel próprio”, explica.

Para Marcos Kahtalian, consultor do Sindicato da Construção Civil do Paraná (Sinduscon-PR), a significativa parcela dos que vivem em moradia própria pode ser explicada pelo preço do imóvel na Grande Curitiba que, mesmo com uma valorização de 15% no ano passado, se mantém menor do que em outras regiões do Brasil. “Isso se dá pela disponibilidade de terrenos na cidade. Em São Paulo e Rio de Janeiro, por exemplo, há pouco espaço para construir. O terreno custa muito e isso impacta no preço do imóvel”, observa. Mesmo com a valorização, a pesquisa mostrou também que 17% dos moradores da Grande Curitiba pretendem adquirir imóvel nos próximos 12 meses. “A casa própria continua a ser um bem desejado pela população. A crise econômica mundial não deve atrapalhar esses planos’, diz o consultor do Sinduscon.

Razões culturais

Os motivos para que os moradores da Grande Curitiba busquem o imóvel próprio não se limitam somente a razões econômicas. Samira Kauchakje, doutora em Ciências Sociais e professora de Gestão Urbana na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), explica que para a classe média o principal bem de consumo é a casa própria. “Significa segurança, um valor fundamental para a estabilidade”. O economista da FGV aponta razões no passado. “No fim do século 19, essa região recebeu um grande número de europeus, principalmente alemães, poloneses e ucranianos. Estes povos valorizam muito o imóvel próprio e os bens mais caros.”

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Avenida Salgado Filho … está mudando o perfil

13 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Comércio em evidência

Uma das ligações entre Curitiba e São José dos Pinhais, a Avenida Salgado Filho adquiriu perfil comercial ao longo dos anos

Publicado em 14/06/2009 | GAZETA DO POVO | DALIANE NOGUEIRA

Galpões e salas em condomínios comerciais são as opções de imóveis disponíveis mais recorrentes na Avenida Salgado Filho. A via tem início duas quadras antes do cruzamento com a BR-476 (Linha Verde), junto ao portão 1 da PUC-PR e termina ao lado do viaduto que leva à São José dos Pinhais.

O tráfego intenso de veículos e a ligação com vários bairros da cidade fizeram da rua uma importante referência comercial. Com opções como uma loja em centro comercial no número 5.229. A Moser Imóveis negocia o imóvel, que tem 59 metros quadrados, por R$ 800 mensais.

“A velocidade para locação na região é impressionante. Os imóveis comerciais são ocupados em no máximo um mês”, diz a corretora Giovana Calil Elias, da Regional Imóveis. A administradora tem duas salas comerciais para locação no número 1.607. São sobrelojas com 43 e 53 metros quadrados por R$ 350 e R$ 400 mensais, respectivamente. “O preço para locação é bastante variável. Salas térreas têm um preço superior. Em geral, o preço da região fica entre R$ 8 e R$ 12 o metro quadrado”, acrescenta Giovana.

Outras opções são os galpões ou imóveis maiores preparados para a instalação de empresas. A reportagem da Gazeta do Povo localizou cinco imóveis disponíveis ao longo da avenida, para locação ou venda. Entre elas está o prédio no número 2.037, que possui 1.843 metros quadrados de área total e está sendo vendido pela imobiliária Fuji por R$ 1,93 milhão. O prédio tem várias salas para escritórios, refeitório e depósito. “O valor entre R$ 750 e R$1 mil o metro quadrado é basicamente o praticado na região para imóveis comerciais de grande porte”, explica Giovana.

As residências existentes na avenida Salgado Filho estão concentradas no último trecho. Neste ponto há um sobrado à venda pela Gabarito Imóveis por R$ 150 mil. A casa possui 162 metros quadrados e foi construída há cinco anos. No número 6.800, a Hartmann comercializa terrenos no condomínio Piazza Dei Fiori. Há lotes prontos para construção. Ao todo, o condomínio tem 27 terrenos e será entregue com infraestrutura de água, luz, esgoto e área de recreação.

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