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Investimento: Aluguel supera rentabilidade da renda fixa

3 Agosto, 2009 · 3 Comentários

Jornal do Brasil, Anon Velmovitsky, 01/ago

Aqueles que tem possibilidade de adquirir um imóvel pensando em alugá-lo terão rendimento imediato superior ao oferecido pelos bancos, nas aplicações de renda fixa. É preciso que estes investidores pensem, ainda, que o contrato de aluguel lhes assegura certas garantias, já que é um instrumento jurídico, e isso reduz muitas surpresas pouco positivas que eventuais aplicações bancárias mais arrojadas podem gerar.

Para quem investe, no momento, as aplicações em fundos devem ser meticulosamente analisadas, pois algumas taxas de administração estão tão elevadas, que até o rendimento em caderneta de poupança, para quem é pequeno investidor, está valendo mais a pena.

Mesmo as aplicações financeiras, como os fundos de renda fixa, mais conservadoras, não estão rendendo tanto quanto os aluguéis. Vale ressaltar que estamos em fase de deflação do IGP-M – aquele índice que regula os contratos de locação. Mesmo assim, alugar hoje se mostra uma opção muito atraente, além de segura.

Os aluguéis, historicamente, proporcionam algo em torno de 0,5% a 1,2% do valor de um imóvel. Então, faça suas contas e ainda considere que encargos como o IPTU serão pagos pelo locatário, que também se responsabilizará pela taxa de condomínio. Estes itens devem ser levados em conta – literalmente – quando se compara o quanto pode render a locação de um imóvel com a aplicação financeira em questão.

Como advogado, indico também que o investidor – esta dica vale para todos os portes – tome todos os cuidados necessários na operação de compra de um imóvel. Neste caso, a assistência de um advogado especializado em direito imobiliário se faz indispensável, mais do que necessária, para que verifique a documentação, elabore o contrato devidamente e tome as providências cabíveis para a legalização do imóvel e da negociação entre as partes.

A opção de aquisição de um imóvel, então, se apresenta, neste cenário, como uma boa alternativa às aplicações de outra natureza. Além do rendimento mensal seguro e mais lucrativo que outros, o novo proprietário pode contar com a valorização do imóvel em período que, em geral, vai de médio a longo prazo, e desde que tenha tomado os devidos cuidados no ato da aquisição da propriedade. A possibilidade da venda do imóvel com lucro deve ser bem calculada.

Outra recomendação: aqueles que pensam em investir em imóvel que ainda está na planta para vender quando a construção terminar, não pensem que vão obter lucros incríveis a jato. Ao contrário, este tipo de compra pode, às vezes, sair mais cara para o bolso de quem investiu, se a venda for imediatamente após a construção. Eventualmente, alugar este tipo de imóvel pode ser muito mais vantajoso do que vendê-lo. Portanto, atenção. Comprar um imóvel para alugar requer um mínimo estudo prévio do mercado, uma análise criteriosa dos preços oferecidos, das condições de negociação, e mais a assessoria de bons corretores para que o investimento se configure em boa aplicação, rentável por longo tempo. Para estas pessoas atentas e bem informadas, o mercado de imóveis para locação passa a ter uma rentabilidade atrativa e segura.

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Para analistas, inquilinos não terão redução

31 Julho, 2009 · Deixe um comentário

O Globo, Mariana Schreiber e Aguinaldo Novo, 31/jul

A deflação de 0,67% do IGP-M nos últimos 12 meses vai ajudar os inquilinos que estão negociando o reajuste do aluguel. Segundo agentes do mercado imobiliário, a tendência é de que o valor pago mensalmente caia ou permaneça estável. Para Paulo Fabbriani, conselheiro da Associação dos Dirigentes de Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi), o IGP-M favorece o inquilino cujo contrato de aluguel está fazendo aniversário. Porém, Fabbriani ressalta que, se o contrato estiver terminando, as negociações para renová-lo serão mais duras, já que o locador não será obrigado a seguir a variação do índice: – Se o contrato for de três anos e esse período estiver acabando agora, haverá nova avaliação do valor do imóvel para fixar o aluguel. E provavelmente esse valor será maior, pois a demanda por imóveis cresceu muito nos últimos anos e, mesmo na crise, manteve-se alta.

O diretor de locações da Associação Brasileira das Administradoras de Imóveis (Abadi), Carlos Samuel Freitas, considera que o atual patamar do IGP-M resultará em estabilidade dos preços de aluguel.

O presidente da Patrimóvel, Rubem Vasconcelos, acredita que será difícil o inquilino conseguir reduzir seu aluguel, porque a procura por imóveis para alugar continua aquecida.

Deflação reflete efeitos da crise na economia O comportamento atual do IGP-M é completamente diferente do registrado há um ano.

Em julho de 2008, o índice acumulava alta de 15,12% em 12 meses. Ao contrário do que possa indicar inicialmente, deflações representam uma distorção na economia. No caso, o IGP-M refletiu o baixo ritmo de produção no primeiro semestre deste ano no país, comprometido pelos efeitos da crise financeira global.

Com os sinais de que a indústria retomou os patamares de produção anteriores à crise, a tendência agora é de alta do IGP-M.

- Em julho de 2008, o acumulado do IGP-M mostrava uma alta de 15,12%. Agora, estamos com uma queda de 0,67%. Foi uma desaceleração muito rápida, de 15 pontos percentuais. Mas isso acabou – disse Salomão Quadros, da Fundação Getulio Vargas.

A queda ou estabilização das cotações do dólar no período também ajudaram a manter sob controle a inflação no país. Os preços no atacado, que têm peso de 60% no IGP-M, registraram queda de 0,85% em julho, contra um recuo de 0,45% no mês anterior. Já os outros dois componentes do IGP-M subiram. Os preços ao consumidor (com peso de 30% no IGP-M) subiram 0,34% e os custos da construção civil, que representam 10% do índice, subiram 0,37%.

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Aluguel que vence em agosto pode ficar mais barato

28 Julho, 2009 · Deixe um comentário

Terça, 21 de julho de 2009, 08h36 Atualizada às 08h53

Inquilinos com contratos que vencem em agosto, e com correção pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), podem ter o valor do aluguel reduzido. Isto deve ocorrer se a tendência de deflação do indicador se mantiver em julho, conforme previsto pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na primeira e segunda prévias deste mês, a taxa teve variação negativa (deflação) e com o resultado apresentou queda no acumulado dos últimos 12 meses.

De acordo com o Secovi-Rio, o reajuste do aluguel deve respeitar a variação do índice escolhido – o mais utilizado nos contratos de aluguel é exatamente o IGP-M dos 12 meses anteriores. E ele deve ser respeitado pelos proprietários – tendo alta ou baixa no período.

O sindicato patronal explica que os contratos indexados pelo IGP-M tiveram queda em maio de 2006, quando o indicador teve queda de 0,92% no acumulado de um ano. Ainda segundo o Secovi, no Rio de Janeiro, cerca de 85% dos contratos são reajustados pelo IGP-M, 10% pelo IGP-DI e o restante por outros índices.

Assim, caso a tendência de variação negativa do indicador se mantenha em julho, a maioria dos contratos de aluguel com vencimento em agosto devem ter os valores reduzidos. Por exemplo, um contrato no valor de R$ 700 deve cair para R$ 696,43, se aplicada a variação dos últimos 12 meses informada na segunda prévia de julho (-0,51%).

Para os contratos que terão reajuste em julho (que levam em consideração o indicador até junho) a variação é positiva de 1,52%. A maioria dos locadores adotam o IGP-M como indexador dos contratos porque o índice avalia os preços do mercado. Entre seus componentes estão os preços por atacado (IPA), os preços ao consumidor (IPC) e os custos da construção (INCC).

Fonte: Redação Terra

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